As melhores práticas de gerenciamento de ativos das redes de saneamento têm como base o Manual Internacional de Gerenciamento de Infraestrutura (International Infrastructure Management Manual – IIMM) concebido em 1990 pelo grupo de Suporte ao Gerenciamento de Ativos da Nova Zelândia (Asset Management Support – NAMS). No entanto, hoje a referência mais utilizada é a da Organização Internacional de Normatização (International Organization for Standardization), denominada ISO-55000, desenvolvida sob a direção do Comitê Técnico ISO 251.

Nesse contexto, o uso de Sistemas de Informação Geográfica (GIS) desempenha um papel fundamental ao colocar em prática e operacionalizar as melhores práticas de gerenciamento de ativos. Como exemplo, é possível citar a implementação das diretrizes que compõem o Manual Internacional de Gerenciamento de Infraestrutura em um programa de gerenciamento de ativos por uma das maiores empresas de serviços municipais da América do Norte, envolvendo os pilares de energia, gás, água e esgoto.

Vale destacar que a implementação inicial se baseou integralmente nos 48 passos do manual para geração, transmissão, distribuição, tratamento e coleta, envolvendo os quatro pilares dos serviços. Com cada pilar sendo composto de 5 a 10 classes de ativos principais, foram identificadas mais de 7.500 oportunidades de melhoria de processos de negócio. Isso foi, é claro, muito desanimador.

Reagindo a isso, o aspecto de gestão de ativos foi resumido a duas perguntas:

O que você possui? E o que o você pode fazer sobre isso?

De certa forma, isto parece muito simples. No entanto, para uma implementação bem-sucedida deve ser executada por meio de tentativa e erro até ser compactada em um programa dividido em sete passos. Estes passos são:

  1. Desenvolva um cadastro de ativos
  2. Estruture uma agenda de programas
  3. Determine os níveis de serviço
  4. Defina papéis e responsabilidades
  5. Identifique e calcule os riscos
  6. Extrapole uma previsão
  7. Ajuste o orçamento conforme necessário

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gestão dos ativos das redes de saneamento

As primeiras quatro etapas são independentes e podem ser executadas em paralelo para iniciar o programa de gerenciamento de ativos. No entanto, esses quatro passos precisam ser executados previamente, para possibilitar a implementação dos passos cinco a sete na organização.

Com a implementação desses 7 passos com o uso do GIS, ótimos benefícios podem ser obtidos na gestão de ativos das redes de saneamento, tais como:

  • Confiabilidade e ampliação, uma vez que a partir de um cadastro atualizado constantemente em cada processo, é possível obter uma maior confiança na cobertura de serviços
  • Qualidade e transparência, pois ao integrar informações geográficas, técnicas e econômicas em um só local, é possível garantir transparência aos reguladores
  • Redução de custos operacionais, uma vez que é possível priorizar a manutenção preventiva ao invés das corretivas
  • Ganho de previsibilidade, pois é possível realizar análises espaciais preditivas para otimizar obras e projetos

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Desta forma, o seu cadastro poderá contar com uma base única (Figura 1) para suas redes de distribuição de água e coleta de esgoto, na qual será possível manter a qualidade e padronização dos dados. Esta base é totalmente integrada e representa a realidade de campo por meio da validação de atributos.

gestão dos ativos das redes de saneamento
Figura 1 – Visualize sua rede, realize edições com feedback das equipes de campo para facilitar auditorias e melhorar a qualidade dos dados.

Assim, a gestão dos ativos das redes de saneamento passa a ser realizada de forma muito mais dinâmica, através de painéis gerenciais (Figura 2) para acompanhamento da vida útil de cada ativo da rede, onde as informações são atualizadas em tempo real conforme cada intervenção ou manutenção realizada em campo (Figura 3).

gestão dos ativos das redes de saneamento
Figura 2 – Acesse painéis gerenciais para visualizar e gerenciar a vida útil dos ativos.
gestão dos ativos das redes de saneamento
Figura 3 – Visualize sua rede e realize trabalhos de campo mais assertivos para reduzir custos operacionais.

O uso da plataforma, também permite simular cenários (Figura 4) para analisar determinadas situações como risco, vulnerabilidade da rede e até mesmo o impacto do fechamento de uma válvula, determinando a área afetada e viabilizando a comunicação com os clientes desabastecidos.

gestão dos ativos das redes de saneamento
Figura 4 – Simule diferentes cenários da sua rede.

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