Imagine que uma grande rede varejista brasileira percebe a chegada de novos concorrentes em regiões estratégicas.
Surge a pergunta inevitável:
“Como isso está afetando o fluxo de clientes nas nossas lojas?”
Esse tipo de resposta está escondido em milhões de registros, cruzando informações de visitas, horários, datas e contexto geográfico.
Tradicionalmente, analisar tudo isso exigiria equipes especializadas e longas horas de trabalho.
Mas o cenário muda quando GIS (Sistema de Informações Geográficas) se une à IA generativa.
A partir dessa combinação, executivos podem simplesmente perguntar — em linguagem natural — e obter análises estratégicas de altíssimo valor em segundos.
GIS + IA generativa: Poder analítico nas mãos dos decisores
O vídeo original mostra isso na prática.
Usando dados de mobilidade da Placer.ai (nos EUA), o CFO de uma empresa varejista:
- pede para visualizar todas as lojas na Flórida;
- acessa gráficos individuais por loja (visitas por hora, visitantes únicos por semana);
- rapidamente identifica unidades com forte pressão competitiva.
Uma tarefa que antes exigia coleta manual de dados, cruzamentos e modelagem, agora é resolvida em instantes por um motor de análise espacial.
O que muda na prática?
Os líderes passam a conduzir análises estratégicas diretamente — sem depender de múltiplos ciclos com equipes técnicas.
No Brasil, onde o varejo é altamente competitivo e regionalizado, essa capacidade se torna ainda mais valiosa.
Cruzar dados socioeconômicos, comportamento de consumo, mobilidade urbana e localização de concorrentes é decisivo para ações comerciais, expansão ou reposicionamento.
Perguntas inteligentes geram insights inteligentes
No exemplo da Esri:
O CFO busca lojas com alta concentração de concorrentes (≥10) no entorno.
O dashboard revela automaticamente:
- onde estão essas lojas,
- quantos concorrentes as cercam,
- e como está o volume médio de visitas por dia.
Depois, ele pergunta à IA:
“Quais lojas tiveram aumento de visitas superior a 50% entre fevereiro e março?”
O sistema filtra 30 unidades, abrindo caminho para investigar quais ações de marketing, parcerias ou campanhas digitais impulsionaram esses resultados.
O GIS trabalha nos bastidores processando massas de dados.
O que os executivos veem é apenas um mapa — e respostas precisas.
Análise competitiva: quando o “onde” vira vantagem estratégica
Outra parte essencial apresentada no artigo é o estudo de impacto local.
No caso real, a empresa observa uma queda de 7,3% no fluxo após a abertura de duas lojas concorrentes em Salt Lake City.

Aqui entram conceitos-chave que também fazem enorme diferença no mercado brasileiro:
Elementos essenciais da análise competitiva moderna
- Dados de economia e mobilidade, como métricas de foot traffic.
- Motor de análise espacial, capaz de processar dados nacionais em segundos.
- IA generativa, permitindo consultas em linguagem natural.
- Dashboards intuitivos, convertendo bilhões de pontos em insights acionáveis.
A análise espacial também permite visualizar áreas de influência (trade areas) e como elas se sobrepõem às de outros players.
Isso orienta decisões como:
- onde reforçar programas de fidelidade,
- onde apostar em campanhas de diferenciação,
- onde expandir, consolidar ou reposicionar unidades.
De gigabytes a estratégia — rapidamente
Até pouco tempo, extrair insights a partir de milhões de registros era algo acessível apenas a gigantes da tecnologia.
Agora, com a evolução do ArcGIS, da IA generativa e dos dados de mobilidade, qualquer organização — pública ou privada — pode fazer:
- análises hiperlocais,
- simulações de impacto,
- previsões de comportamento,
- gestão inteligente do território.
Basta abrir um mapa e fazer as perguntas certas.
Tradução e contextualização baseadas no artigo original de Gary Sankary para a Esri.
Gary Sankary atua como especialista de varejo na Esri e tem mais de 40 anos de experiência no setor, incluindo passagens por Cost Plus Imports, Mervyn’s e Target.
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