ArcGIS: Protegendo 351 mil hectares de floresta amazônica e estruturando projetos REDD+

Apsis Carbon e Nova Terra: parceria está fortalecendo comunidades indígenas, reduzindo o desmatamento e viabilizando créditos de carbono com transparência.

Imagem Geosistemas

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Distribuidora Oficial da Esri

A proteção da Floresta Amazônica exige hoje muito mais do que fiscalização pontual.

Em regiões pressionadas pelo avanço do desmatamento, mineração ilegal e grilagem, é fundamental integrar monitoramento contínuo, dados confiáveis, trabalho de campo e governança territorial.

Foi nesse contexto que a Apsis Carbon, em parceria com a Nova Terra, estruturou um projeto de REDD+ na Terra Indígena Parakanã, no sudeste do Pará — uma área de aproximadamente 351 mil hectares, habitada por cerca de 1.500 pessoas distribuídas em 31 aldeias.

Localizada no chamado arco do desmatamento, a área forma hoje uma verdadeira “ilha verde” cercada por pastagens e frentes de expansão agropecuária.

Proteger esse território significa preservar biodiversidade, garantir segurança hídrica regional e fortalecer o modo de vida dos povos tradicionais.

Para isso, foi implantada uma plataforma completa de monitoramento ambiental baseada em ArcGIS, integrando sensoriamento remoto, análises estatísticas, aplicações WebGIS e coleta de dados em campo.

 

O desafio: transformar monitoramento ambiental em decisões rápidas e auditáveis

Antes da implantação da solução, os principais desafios eram:

  • Grande volume de dados dispersos (imagens, inventários florestais, levantamentos de campo);
  • Dificuldade em realizar monitoramento mensal em áreas extensas e com alta nebulosidade;
  • Baixa integração entre equipes técnicas e campo;
  • Necessidade de atender critérios rigorosos de certificação internacional (como a metodologia VERRA VM0055);
  • Risco constante de invasões, exploração ilegal e abertura de novas áreas;
  • Complexidade para organizar informações de forma rastreável e pronta para auditorias.

Além disso, o projeto precisava garantir transparência total, já que envolve créditos de carbono, investidores, auditorias independentes e governança indígena.

Dashboard de monitoramento de desmatamento cumulativo exibido em mapa no ArcGIS, com áreas destacadas por cores e gráfico mensal de ocorrências para análise ambiental e tomada de decisão.

A solução: REDD+ GeoMonitor com ArcGIS — do satélite ao campo, em um único fluxo

A Apsis Carbon e a Nova Terra estruturaram o método REDD+ GeoMonitor, apoiado na plataforma ArcGIS, criando um fluxo integrado que conecta:

  • Processamento de imagens Sentinel (ópticas e radar);
  • Armazenamento em nuvem;
  • Análises espaciais e estatísticas;
  • Coleta de dados em campo;
  • Dashboards de acompanhamento;
  • Relatórios técnicos prontos para auditoria.

O fluxo cobre todas as etapas do projeto:

  • Sensoriamento remoto
  • Monitoramento mensal da cobertura vegetal;
  • Geração de mosaicos e índices de vegetação;
  • Mapeamento exaustivo de 100% da área.

Até o momento, o projeto já acumula:

  • 24 meses de monitoramento contínuo
  • 74 mosaicos de imagens
  • 67 índices de vegetação
  • 73 mapas vetoriais
  • Mais de 60 GB de dados organizados

Verdade terrestre e estatística ambiental

Para atender aos padrões REDD+, foi criada uma aplicação específica de amostragem:

  • 272 plots aleatórios
  • 4.896 amostras
  • Estratificação da paisagem
  • Avaliação de mudanças de uso do solo
  • Integração com inventário florestal (78 parcelas arbóreas, 122 espécies mapeadas, sendo 14 ameaçadas)

Tudo estruturado em ambiente ArcGIS Web + Experience Builder.

Campo conectado em tempo quase real

As equipes utilizam:

  • ArcGIS Survey123 para coleta estruturada;
  • Dispositivos móveis com mapas offline;
  • Comunicação via satélite em áreas remotas;
  • Integração com drones em vistorias específicas.

Os dados retornam automaticamente para o ArcGIS Online, alimentando painéis operacionais e gerenciais.

Dashboard de monitoramento de desmatamento cumulativo exibido em mapa no ArcGIS, com áreas destacadas por cores e gráfico mensal de ocorrências para análise ambiental e tomada de decisão.

Apps e arquitetura utilizados

A solução combina múltiplos aplicativos da plataforma ArcGIS:

  • ArcGIS Pro – processamento e análises avançadas
  • ArcGIS Online – distribuição de dados e colaboração
  • ArcGIS Experience Builder – aplicações WebGIS interativas
  • Dashboards – monitoramento mensal e cumulativo do desmatamento
  • Survey123 – coleta de dados em campo
  • Integração com imagens ESA Sentinel e SNAP
  • Armazenamento em nuvem (Raster + Cloud Storage)

Tudo isso cria uma plataforma única de gestão territorial, acessível por técnicos, comunidades, gestores e auditores.

 

Resultados alcançados

A implantação do REDD+ GeoMonitor trouxe ganhos claros de eficiência, governança e segurança:

Operacionais

  • Fluxo completo, do satélite ao campo, compatível com metodologias de certificação
  • Dados catalogados com metadados, acessíveis e auditáveis

Dupla abordagem de aferição:

  • Mapeamento exaustivo mensal
  • Amostragem estatística

 Produtividade e agilidade

  • Dados de campo sincronizados em tempo quase real
  • Respostas mais rápidas às solicitações de auditoria
  • Aumento significativo da produtividade das equipes em campo
  • Maior segurança operacional, com rastreamento das atividades

Impacto ambiental e social

  • Monitoramento mensal de 6.450 km² (terra indígena + buffer de 10 km)
  • Detecção precoce de pressões externas
  • Apoio direto à proteção de 351 mil hectares de floresta
  • Fortalecimento da governança indígena (comunidade no topo da gestão do projeto)
  • Base estruturada para expansão futura: já existem mais de 4 milhões de hectares potenciais em novos territórios em avaliação

Além do carbono, a plataforma está sendo preparada para incorporar indicadores de:

  • Bioeconomia (açaizais, castanheiras)
  • Educação
  • Saneamento
  • Infraestrutura social

Criando uma visão integrada de impacto socioambiental.

 

Muito além do carbono: inteligência territorial para a Amazônia

O projeto Parakanã apresentado no EU Esri Brasil 2025 é tratado como piloto de um modelo escalável.

A expectativa é replicar a arquitetura WebGIS em outros territórios indígenas e comunidades tradicionais, ampliando corredores ecológicos e criando uma nova lógica de desenvolvimento baseada em dados, transparência e participação local.

A inteligência geográfica passa a ser o elo entre conservação, economia e governança.

 

Quer levar esse nível de monitoramento ambiental para sua organização?

A Imagem Geosistemas apoia iniciativas como essa integrando ArcGIS, sensoriamento remoto, aplicações de campo e dashboards operacionais para projetos de:

  • REDD+ e carbono
  • ESG
  • Monitoramento ambiental
  • Gestão territorial
  • Bioeconomia

Fale com nossos especialistas e descubra como estruturar sua própria plataforma de inteligência geográfica.

 

FAQ – Perguntas frequentes

O que é REDD+?

REDD+ é um mecanismo internacional voltado à Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, promovendo conservação e manejo sustentável com geração de créditos de carbono.

Por que usar GIS em projetos de carbono?

Porque o GIS integra imagens de satélite, dados de campo e análises estatísticas em uma única plataforma, garantindo rastreabilidade, precisão e transparência para auditorias.

Quais tecnologias foram usadas no projeto?

ArcGIS Pro, ArcGIS Online, Experience Builder, Dashboards, Survey123, imagens Sentinel (ópticas e radar), drones e armazenamento em nuvem.

O monitoramento é contínuo?

Sim. O projeto realiza inspeções mensais com sensoriamento remoto e coleta de dados em campo em tempo quase real.

Esse modelo pode ser replicado?

Sim. A arquitetura foi desenhada para escalar e já existe pipeline para expansão em outros territórios, somando mais de 4 milhões de hectares potenciais.

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