Nos dias 9 e 10 de setembro de 2026, a Imagem Geosistemas realizou o Water Summit 2026, no Espaço Vida, da Sabesp, em São Paulo.

O encontro reuniu profissionais de diferentes companhias de saneamento, especialistas e representantes do setor para compartilhar experiências sobre gestão de ativos, universalização, cadastro técnico, obras, operações, Inteligência Geográfica e uso de inteligência artificial.
Realizado nas instalações da Sabesp, o evento também marcou mais um momento de uma relação construída ao longo dos últimos anos entre a companhia e a Imagem Geosistemas, com participação em encontros, apresentações técnicas e iniciativas voltadas à troca de conhecimento no setor.

Um encontro para compartilhar experiências do saneamento
Ao longo da programação, profissionais de empresas como Sabesp, CAERN, AEGEA, DP Barros, Cagece, BRK, Sanepar e CAESB apresentaram projetos, desafios e práticas desenvolvidas em diferentes contextos.
Os temas mostraram como questões aparentemente distintas estão cada vez mais conectadas.
Universalização, por exemplo, depende não apenas da expansão física das redes, mas também de cadastro, planejamento, acompanhamento de obras, organização dos dados e conhecimento atualizado do território.
Da mesma forma, a gestão de ativos passa pela capacidade de relacionar informações operacionais, localização, histórico de manutenção e condições da rede.


Da informação geográfica à operação
Em diferentes apresentações, a informação geográfica apareceu como elemento comum entre áreas e processos.
Mapas, cadastros, dashboards e sistemas de gestão ajudam a reunir dados que muitas vezes estão distribuídos entre diferentes equipes e bases corporativas.
Isso permite acompanhar obras, localizar ativos, identificar ocorrências, analisar indicadores e compreender melhor o contexto territorial de cada operação.
Mais do que representar onde algo acontece, o dado geográfico passa a ajudar a entender por que acontece, quais áreas são afetadas e quais ações podem ser priorizadas.

Universalização como desafio territorial
Entre os assuntos discutidos, a universalização teve destaque em diferentes momentos da programação.
A ampliação dos serviços de água e esgoto exige planejamento contínuo, definição de prioridades, atualização cadastral e acompanhamento das intervenções realizadas.
Nesse processo, conhecer o território em detalhe torna-se parte importante da tomada de decisão.
Experiências apresentadas durante o evento mostraram como diferentes companhias estão estruturando informações para acompanhar obras, planejar expansões e integrar dados de campo às áreas responsáveis pelo planejamento e pela gestão.


Inteligência artificial entra em uma estrutura já existente
A inteligência artificial também esteve entre os temas do encontro.
As discussões mostraram que seu uso no saneamento está relacionado a uma base mais ampla de organização de dados, sistemas e processos.
Antes de aplicar modelos de IA, é necessário saber de onde vêm os dados, como são atualizados, quem os utiliza e de que maneira eles se conectam às decisões operacionais.
Nesse sentido, a IA aparece menos como uma substituição dos processos existentes e mais como uma nova camada de análise sobre estruturas que já vêm sendo construídas pelas companhias.
Uma parceria que acompanha essa evolução
A realização do Water Summit na Sabesp também dá continuidade a uma história de participação conjunta em eventos e encontros técnicos.
Ao longo dos últimos anos, profissionais da Sabesp estiveram presentes em iniciativas promovidas pela Imagem Geosistemas, compartilhando experiências, participando de discussões e apresentando projetos relacionados ao uso de geotecnologia no saneamento.
Em 2026, essa troca aconteceu dentro da própria companhia, que recebeu profissionais de diferentes organizações para mais um dia de discussão sobre os rumos do setor.
É uma relação que acompanha a própria evolução das tecnologias e dos desafios enfrentados pelo saneamento.
Se antes boa parte das discussões estava concentrada em cadastro e mapeamento, hoje entram também temas como integração de sistemas, gestão de redes, operações em tempo real e inteligência artificial.

A programação segue em 10 de setembro
Nesta quinta-feira, 10 de setembro, o Water Summit 2026 ainda conta com atividades voltadas à troca prática de conhecimento entre os participantes.
Entre os destaques está um workshop conduzido por Diogo Rosanelli, da Imagem Geosistemas, que demonstra, na prática, como integrar Inteligência Artificial ao ecossistema ArcGIS para apoiar ganhos de produtividade, assertividade e automação em fluxos geoespaciais.
A programação também inclui quatro salas de benchmarking, reunindo empresas para compartilhar experiências, tecnologias, desafios operacionais e caminhos adotados em diferentes contextos do saneamento.
O segundo dia amplia as discussões iniciadas ao longo do evento e abre espaço para conversas mais aplicadas e para a troca direta entre profissionais do setor.
Conhecimento que continua circulando
Eventos como o Water Summit ajudam a registrar como diferentes organizações estão enfrentando problemas semelhantes.
Cada companhia possui sua própria estrutura, território e realidade operacional, mas muitas das perguntas se repetem:
como manter informações atualizadas, integrar equipes, acompanhar obras, priorizar investimentos e compreender melhor o comportamento das redes?
Compartilhar essas experiências não produz uma resposta única.
Mas amplia o repertório disponível para quem trabalha diariamente com esses desafios.
E talvez esse seja um dos principais papéis desses encontros: fazer o conhecimento circular entre quem está construindo, na prática, os próximos caminhos do saneamento.

