Sua empresa tem mais dados ou mais capacidade de decidir?

Sua empresa produz cada vez mais dados. Mas eles ajudam a decidir? Entenda como integração, análise e contexto geográfico podem revelar novas relações entre as informações.

Ricardo Cruz e Guerra em ambiente de escritório de terno verde

Ricardo Cruz e Guerra

Especialista em Marketing de Conteúdo e Inovação

Nunca produzimos tantos dados. 

Planilhas, sistemas corporativos, sensores, aplicativos, equipes de campo, plataformas de atendimento e dashboards registram continuamente o que acontece em uma organização. 

Ainda assim, uma pergunta aparentemente simples pode exigir consultas a diferentes sistemas, cruzamento de planilhas ou conversas entre áreas: 

onde está o problema e o que devemos priorizar? 

Isso acontece porque ter dados e ter capacidade de decidir não são a mesma coisa. 

Nesse cenário, a análise de dados para tomada de decisão não depende apenas de ter mais informações disponíveis.

É preciso conseguir integrá-las, contextualizá-las e encontrar relações que ajudem a responder perguntas reais do negócio. 

E existe uma dimensão capaz de acrescentar um contexto importante a essa análise: a localização. 

Ter mais dados significa tomar decisões melhores? 

Não necessariamente. 

Uma empresa pode ter milhares de registros sobre clientes, ativos, ocorrências, vendas, operações, equipes ou infraestrutura e, ainda assim, ter dificuldade para responder perguntas importantes. 

Isso acontece quando as informações estão espalhadas por diferentes sistemas, apresentam níveis distintos de atualização ou simplesmente não são analisadas em conjunto. 

Nesse cenário, aumentar o volume de dados pode significar apenas aumentar o volume de informação disponível. 

O desafio passa a ser outro: 

como transformar esses dados em informação útil para decidir? 

mapa com visualização de dados geoespaciais para apoiar análises e tomada de decisão

O que é análise de dados para tomada de decisão? 

A análise de dados para tomada de decisão consiste em organizar, relacionar e interpretar informações para gerar evidências que ajudem a compreender uma situação e avaliar possíveis caminhos. 

Na prática, isso pode significar responder questões como: 

  • O que está acontecendo? 
  • Onde estão as maiores ocorrências? 
  • Existe algum padrão? 
  • O cenário mudou ao longo do tempo? 
  • Quais áreas precisam de atenção? 
  • Onde devemos agir primeiro? 

É por isso que análise não começa necessariamente com uma nova coleta. 

Muitas organizações já possuem uma quantidade significativa de informações.

O primeiro desafio pode ser conseguir conectá-las. 

Por que os dados ficam fragmentados dentro das empresas? 

Imagine uma organização que possui informações sobre clientes em um CRM, ativos em outro sistema, indicadores operacionais em dashboards, ocorrências registradas por equipes de campo e dados financeiros em um ERP. 

Cada sistema pode cumprir muito bem sua função. 

O problema aparece quando uma decisão exige informações que estão em vários deles. 

A pergunta deixa de ser apenas: 

“Temos esse dado?” 

e passa a ser: 

“Conseguimos relacioná-lo aos outros dados necessários para entender o problema?” 

É nesse ponto que integração e contexto começam a ganhar importância. 

Um registro isolado pode dizer algo.

Quando relacionado a outros registros, pode revelar uma história muito maior. 

Visualizar dados é o mesmo que entendê-los? 

Não. 

A visualização de dados ajuda a representar informações de maneira que padrões, diferenças e tendências possam ser percebidos com mais facilidade.

Gráficos, indicadores, dashboards e mapas podem cumprir esse papel. 

Mas uma visualização só é útil quando ajuda a responder uma pergunta. 

Um dashboard pode reunir dezenas de indicadores e ainda exigir que alguém descubra quais deles realmente importam para determinada decisão. 

No ArcGIS Dashboards, por exemplo, mapas, gráficos, listas e indicadores podem ser combinados para visualizar tendências, acompanhar pessoas, serviços, ativos e eventos e apoiar diferentes níveis de decisão. 

Por isso, talvez a questão não seja simplesmente “como mostrar nossos dados?”, mas: 

“que relações precisamos enxergar para compreender melhor o que está acontecendo?” 

E uma dessas relações é frequentemente esquecida. 

Onde. 

O que muda quando sabemos onde algo acontece? 

Considere uma situação hipotética. 

Um relatório informa que uma empresa registrou 37 ocorrências operacionais em determinado período. 

É uma informação importante. 

Mas imagine descobrir que boa parte delas está concentrada na mesma região, algumas estão próximas aos mesmos ativos e outras acontecem repetidamente em locais com características semelhantes. 

O número continua sendo 37. 

O que mudou foi o contexto. 

Quando adicionamos localização à análise, começamos a relacionar informações que antes poderiam estar separadas. 

Não queremos saber apenas quantas ocorrências existem, mas onde estão, o que existe ao redor, quais padrões apresentam e o que pode ser afetado. 

É aqui que a inteligência geográfica entra na conversa. 

Como a localização acrescenta contexto aos dados? 

Praticamente tudo o que uma organização faz acontece em algum lugar. 

Clientes estão distribuídos pelo território.

Ativos possuem localização.

Equipes percorrem áreas.

Obras ocupam espaços.

Redes conectam pontos.

Ocorrências acontecem em determinados locais.

Impactos ambientais atingem áreas específicas. 

Quando a localização passa a funcionar como um elemento de conexão entre diferentes informações, novas perguntas podem ser feitas: 

Onde estão concentradas nossas ocorrências? 

  • Quais ativos estão próximos dessas áreas? 
  • Quais clientes podem ser afetados? 
  • Existe algum padrão espacial que não aparecia na planilha? 
  • Onde uma equipe deveria atuar primeiro? 

Essa é uma das possibilidades da inteligência geográfica: relacionar dados ao território para acrescentar contexto às análises. 

Onde o GIS entra nessa história? 

Um Sistema de Informações Geográficas (GIS) permite criar, gerenciar, analisar e mapear diferentes tipos de dados. 

Segundo a definição da Esri, o GIS conecta informações sobre onde as coisas estão a dados que descrevem como elas são naquele local, permitindo compreender padrões, relações e contexto geográfico. 

Isso significa ir além de simplesmente colocar pontos em um mapa. 

Informações provenientes de diferentes fontes podem ser relacionadas à localização para revelar proximidades, concentrações, relações e mudanças ao longo do tempo. 

No ArcGIS, também é possível integrar informações de diferentes fontes e sistemas para prepará-las para mapeamento, análise e visualização. 

Para quem já trabalha com GIS, isso pode parecer natural. 

Para quem não trabalha, talvez a maneira mais simples de entender seja esta: 

a localização é mais uma dimensão dos seus dados — e pode revelar relações que outras formas de análise não mostram sozinhas. 

O que transforma dados em informação para tomada de decisão? 

Podemos pensar em um fluxo simples: 

COLETAR → INTEGRAR → CONTEXTUALIZAR → ANALISAR → VISUALIZAR → DECIDIR 

Cada etapa acrescenta algo. 

Coletar registra o que aconteceu. 

Integrar aproxima informações que estavam separadas. 

Contextualizar adiciona elementos necessários para compreender a situação. 

Analisar procura relações, padrões e diferenças. 

Visualizar facilita a interpretação dessas relações. 

Decidir transforma esse conhecimento em ação. 

Nesse processo, o território pode funcionar como uma camada de contexto capaz de conectar diferentes fontes de informação. 

Sua empresa precisa de mais dados? 

Talvez. 

Mas vale fazer algumas perguntas antes: 

  • Conseguimos encontrar rapidamente as informações que já possuímos? 
  • Dados de diferentes áreas conseguem ser relacionados? 
  • Sabemos onde os principais problemas e oportunidades estão acontecendo? 
  • Conseguimos visualizar padrões que não aparecem quando analisamos cada sistema separadamente? 
  • As informações disponíveis ajudam a definir onde agir primeiro? 

Se algumas dessas respostas forem “não”, o desafio talvez não seja apenas coletar mais. 

Pode ser necessário extrair mais inteligência dos dados que a organização já possui. 

Porque uma empresa pode acumular dados durante anos. 

O valor aparece quando consegue transformá-los em contexto para compreender o presente, analisar possibilidades e tomar decisões no mundo real. 

Imagem Geosistemas | Inteligência aplicada ao mundo real. 

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