Na rotina agrícola, um checklist pode parecer uma atividade simples.
Mas, quando envolve dezenas de itens, diferentes máquinas, equipes em campo e informações que depois precisam ser digitadas novamente em planilhas, o processo pode consumir horas e atrasar a identificação de problemas.
Foi justamente esse cenário que motivou o webinar “Checklist Ágil para Segurança na Colheita”, realizado pela Imagem Geosistemas.
Durante o encontro, mostramos como recursos do ArcGIS podem ajudar a transformar checklists em papel em um fluxo digital capaz de registrar informações diretamente no campo, utilizar inteligência artificial para apoiar o preenchimento e conectar os dados coletados a painéis de acompanhamento da operação.
Assista ao webinar completo
Do papel para um checklist digital
Um dos pontos de partida apresentados no webinar foi uma situação encontrada durante uma visita a uma operação agrícola em Nova Mutum, no Mato Grosso.
Na rotina observada, supervisores precisavam trabalhar com materiais extensos e checklists com dezenas de itens relacionados à limpeza, manutenção e segurança das colheitadeiras.
Depois do preenchimento em papel, as informações ainda precisavam ser transferidas para planilhas e conferidas para identificar situações críticas.
Esse processo aumentava o tempo entre a identificação de uma não conformidade e a tomada de decisão.
Além disso, o preenchimento manual podia trazer outros problemas, como dificuldade para interpretar informações, identificar corretamente operadores e equipamentos ou padronizar os registros.
A proposta apresentada foi encurtar esse caminho utilizando o ArcGIS Survey123.
Como o ArcGIS Survey123 pode apoiar checklists em campo
Com o ArcGIS Survey123, os formulários podem ser estruturados digitalmente e preenchidos diretamente pelo celular ou tablet.
No exemplo apresentado durante o webinar, o checklist foi organizado em diferentes etapas, incluindo informações como:
- identificação do operador;
- identificação da máquina;
- horímetro;
- localização;
- limpeza da colheitadeira;
- limpeza da plataforma;
- inspeção e lubrificação;
- registro de não conformidades;
- fotos e evidências;
- observações;
- assinatura.
Em vez de trabalhar com um formulário extenso em uma única tela, as perguntas também podem ser organizadas em páginas e blocos, facilitando o preenchimento em campo.
Outro ponto importante é a possibilidade de utilização offline.
Quando não existe conexão disponível, as informações podem permanecer armazenadas no dispositivo e ser sincronizadas posteriormente, quando houver acesso à rede.
Inteligência artificial também pode apoiar o preenchimento
Um dos destaques da demonstração foi o uso de inteligência artificial dentro do processo de criação e preenchimento dos formulários.
O assistente do Survey123 pode utilizar um documento ou imagem existente como referência para ajudar na criação de uma pesquisa.
Isso significa que uma empresa que já possui um checklist estruturado não precisa necessariamente reconstruir todas as perguntas manualmente.
A inteligência artificial também pode ser usada para extrair informações de imagens.
Durante a apresentação, dois exemplos mostraram essa possibilidade.
No primeiro, o operador fotografava seu crachá e o sistema extraía automaticamente o nome registrado no documento.
No segundo, uma foto do equipamento era utilizada para apoiar a identificação do modelo da máquina.
A vantagem é reduzir erros de digitação e aumentar a padronização dos dados utilizados posteriormente em outras análises e sistemas corporativos.
De um formulário para uma base de dados operacional
Digitalizar um checklist é apenas uma parte do processo.
Quando as informações coletadas passam a integrar uma base estruturada, elas podem alimentar outras aplicações e apoiar diferentes áreas da empresa.
Uma não conformidade identificada durante uma inspeção, por exemplo, pode estar relacionada a processos de:
- manutenção;
- estoque;
- segurança;
- planejamento;
- gestão de frota;
- operação.
Isso permite transformar o checklist de uma tarefa isolada em uma fonte de dados para acompanhamento operacional.
IA aplicada à análise de imagens
O webinar também apresentou possibilidades mais avançadas de análise de imagens.
Quando uma organização possui demandas muito específicas, modelos de inteligência artificial podem ser treinados para reconhecer determinados padrões.
Entre os exemplos discutidos durante a apresentação estão:
- identificação de trincas;
- reconhecimento de pragas e doenças;
- verificação do uso de EPIs;
- identificação de equipamentos e componentes;
- contagem de insetos em armadilhas;
- análise de condições específicas encontradas durante inspeções.
Nesses casos, imagens coletadas em campo podem alimentar modelos de deep learning preparados para reconhecer situações relevantes para cada operação.
Do campo para um painel integrado
Depois da coleta, os dados também podem ser visualizados em painéis operacionais.
No exemplo apresentado no webinar, informações provenientes de diferentes fontes eram reunidas para acompanhar indicadores como:
- ordens de serviço;
- máquinas em operação;
- equipamentos em manutenção;
- áreas planejadas e executadas;
- estoque de insumos;
- disponibilidade de combustível;
- horas produtivas;
- horas paradas;
- eficiência operacional;
- custos da operação.
A proposta é permitir que informações antes distribuídas entre diferentes sistemas, planilhas e departamentos possam ser visualizadas de maneira integrada.
Integração com outros sistemas
Dependendo da estrutura tecnológica da organização, os dados geográficos também podem ser integrados a outras plataformas.
Durante a demonstração, foram abordadas possibilidades de conexão com sistemas corporativos, telemetria, ERPs e SAP.
Dessa forma, o GIS pode funcionar como uma camada de integração e visualização para informações que já existem em diferentes áreas da empresa.
O resultado é uma visão mais ampla da operação.
Em vez de analisar separadamente colheita, manutenção, estoque e planejamento, os gestores podem relacionar essas informações dentro do mesmo contexto operacional e geográfico.
É possível começar com uma estrutura menor
Nem toda empresa precisa iniciar com um centro operacional completo ou dezenas de integrações.
Esse foi outro ponto reforçado durante o webinar.
Uma organização pode começar apenas com um formulário de campo e um painel simples para acompanhar equipamentos, ordens de serviço ou não conformidades.
Depois, conforme a utilização evolui, novas fontes de dados podem ser incorporadas.
O importante é criar uma estrutura em que as informações coletadas deixem de permanecer isoladas em papéis ou arquivos individuais e possam apoiar outras etapas da operação.
Um exemplo de aplicação na Dexco
O webinar também apresentou a experiência da Dexco com o uso de formulários digitais e informações integradas em processos de saúde, segurança e meio ambiente.
Entre as aplicações apresentadas estão inspeções de equipamentos, registros fotográficos e geração de relatórios para processos de auditoria.
Segundo os dados apresentados durante o encontro, a estrutura já reúne milhares de inspeções e dezenas de milhares de fotografias.
Com a centralização das informações, a empresa também registrou uma redução próxima de 80% no tempo dedicado à consolidação dos dados.
Além da redução de retrabalho, o modelo permite gerar relatórios a partir de informações previamente registradas e manter os dados disponíveis para diferentes necessidades da organização.
Esse tipo de integração também pode ser visualizado em painéis que reúnem informações de campo, ordens de serviço e indicadores operacionais em um único ambiente.

Checklist digital pode ser o começo de uma operação mais integrada
Transformar papel em formulário digital já pode reduzir algumas etapas manuais.
Mas o potencial aumenta quando o dado coletado passa a conversar com outras informações da empresa.
Um checklist pode alimentar um painel.
Uma não conformidade pode gerar uma análise de manutenção.
Uma fotografia pode ser interpretada com inteligência artificial.
Uma ordem de serviço pode ser relacionada à localização do equipamento e ao planejamento da operação.
É dessa integração que surge uma visão mais completa do que está acontecendo no campo.
E esse processo não precisa começar grande.
O primeiro passo pode ser simplesmente transformar um checklist utilizado diariamente em uma fonte estruturada de dados.
Quer entender como aplicar esse tipo de fluxo na sua operação?
Converse com o time da Imagem Geosistemas e descubra como as soluções ArcGIS podem apoiar a coleta de dados em campo, integração de informações e acompanhamento das operações.
Perguntas frequentes
O que é o ArcGIS Survey123?
O ArcGIS Survey123 é uma solução para criação e utilização de formulários digitais que permite coletar informações estruturadas e associá-las à localização geográfica.
O Survey123 funciona sem internet?
Sim. Os registros podem ser realizados offline e sincronizados posteriormente quando o dispositivo recuperar a conexão.
É possível substituir checklists em papel pelo Survey123?
Sim. Checklists utilizados em inspeções, manutenção e operações de campo podem ser transformados em formulários digitais e adaptados às necessidades de cada processo.
Como a inteligência artificial pode ser usada em checklists?
A inteligência artificial pode apoiar a criação dos formulários e também a análise de imagens, ajudando a extrair informações como nomes, identificação de equipamentos ou outros elementos relevantes para a operação.
Os dados coletados podem alimentar painéis?
Sim. As informações registradas em campo podem ser utilizadas em mapas, dashboards e outras aplicações para acompanhar indicadores, equipamentos, ordens de serviço e condições operacionais.
O ArcGIS pode ser integrado a ERP, SAP e telemetria?
O webinar mostrou que dados provenientes de diferentes sistemas podem ser conectados às aplicações ArcGIS por meio de integrações e APIs, dependendo da arquitetura utilizada pela organização.
É necessário implementar toda a estrutura de uma vez?
Não. É possível começar com um formulário e um painel simples e ampliar gradualmente a solução conforme novas necessidades aparecem.
Leve mais inteligência para suas operações no campo
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