Dados geoespaciais na Engenharia: avanços em geoprocessamento para tomada de decisões

Ana Julia Caetano Carvalho de Souza

Especialista De Marketing Produtos E Verticais

Atualize-se sobre os avanços mais recentes em geoprocessamento e seu impacto na tomada de decisões em projetos de engenharia. Fique por dentro de temas como a coleta de dados geoespaciais, análise espacial, modelagem de dados, integração com sistemas de informações, além exemplos que demonstram os benefícios e aplicações práticas dessas tecnologias. Boa leitura!

GIS na Engenharia Civil

A utilização de dados geoespaciais tem se tornado cada vez mais relevante na área da engenharia e construção, proporcionando avanços significativos na sustentabilidade de projetos e obras, além de otimizar processos. O geoprocessamento, aliado a sistemas de informações geográficas (GIS), também desempenham um papel fundamental no fornecimento de ferramentas e métodos para a análise e visualização desses dados.

Mas, afinal, o que é um dado geoespacial?

É uma informação que está relacionada a uma localização, ou seja, basicamente qualquer dado que tenha uma referência geográfica e que descreva características físicas e/ou humanas de um determinado lugar.

Os dados geoespaciais são usualmente representados através de coordenadas geográficas, como latitude e longitude, que identificam a posição exata de determinado ponto na superfície terrestre, também pode ser uma área amarrada por pontos na superfície terrestre, conhecida como delimitação geográfica, para ludificar o que é um dado geoespacial.

Exemplos de dados usados na Engenharia e Construção

Para sua fácil compreensão, selecionamos abaixo alguns exemplos frequentemente utilizados em projetos de engenharia e construção:

  • Topografia;
  • Uso da Terra;
  • Características Ambientais;
  • Infraestrutura;
  • Demografia;
  • Delimitação de cidades, estados e países.

Esses dados podem ser coletados por várias fontes, como satélites, sensores remotos, sistemas de posicionamento global (GPS), imagens aéreas por drones ou VANTs e levantamentos terrestres, podem também ser um modelo BIM (Building Information Modeling) ou vetores como projetos em CAD.

Mesmo com diferentes fontes e formatos, todos eles são armazenados e gerenciados em sistemas de informações geográficas (GIS) como o ArcGIS, que facilita a sobreposição de informações, análises, visualização e manipulação de todos eles.

6 etapas de uso do GIS em obras públicas, engenharia e infraestrutura

A engenharia é uma disciplina complexa que exige uma compreensão abrangente do ambiente espacial no qual os projetos são desenvolvidos, afinal cada projeto tem sua peculiaridade e magnitude. Dessa forma, os dados geoespaciais fornecem informações valiosas sobre características e interações dos elementos projetuais.

Para exercitar e compreender melhor o uso de dados geoespaciais em projetos e obras de engenharia, vamos pensar no seguinte fluxo de trabalho:

Partindo desse fluxo de trabalho abreviado, confira 6 etapas comuns de aplicação de dados geoespaciais:

1- Estudo de Viabilidade

Os dados geoespaciais trabalhados em ArcGIS são fundamentais nos estudos de viabilidade de uma obra. Eles podem ser usados para identificar e analisar o terreno, entendimento topográfico, analisar a drenagem, identificar restrições ambientais e delimitar áreas de preservação e conservação.

2 – Planejamento

Os dados geoespaciais trabalhados em ArcGIS permite simulações e modelagens espaciais. Ou seja, testar diferentes cenários e hipóteses relacionados ao projeto, recursos, fornecedores, impacto socioambiental, planejamento de transporte, rotas e logística de recursos e ativos.

3 – Projeto

Os dados geoespaciais trabalhados em ArcGIS podem ser usados para mapear a infraestrutura existente, como redes de água, esgoto e energia elétrica, auxiliando na definição do projeto.

4 – Licenciamento  e Aprovações

 Os dados geoespaciais trabalhados em ArcGIS facilitam a construção de justificativas e análises de risco de projetos, o GIS pode contribuir com a automação de BI’s e relatórios que apresentam áreas de influência, andamento de projetos, impactos ambientais, medidas de mitigação, entre outros fatores.

5 – Execução

Os dados geoespaciais trabalhados em ArcGIS viabilizam o acompanhamento da obra, equipes de segurança do trabalho e gerenciamento podem acompanhar as fases do projeto, equipes e ativos com o contexto geográfico.

6 – Entrega do Ativo

Os dados geoespaciais trabalhados em ArcGIS auxiliam na construção de gêmeos digitais georreferenciados, que por sua vez entregues aos proprietários do ativo podem ser utilizados para controle, manutenções preventivas e estudos e viabilidade para ampliação dos mesmos.

Desenvolvendo obras mais sustentáveis, seguras e eficientes

Com a crescente adoção de tecnologias de geoprocessamento, os engenheiros têm à sua disposição ferramentas poderosas para impulsionar a eficiência e o sucesso de projetos de engenharia, direcionando ações e desenhos baseados em evidências precisas.

Portanto, investir no uso de dados geoespaciais e geoprocessamento é essencial para os profissionais de engenharia que buscam aprimorar suas práticas e alcançar melhores resultados em seus projetos. A combinação da expertise técnica dos engenheiros com a riqueza de informações fornecidas pelos dados geoespaciais representa um cenário promissor para o desenvolvimento de obras mais sustentáveis, seguras e eficientes.

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