Esri User Conference 2026: inovação, ArcGIS e o protagonismo brasileiro na maior conferência mundial de GIS

Imagem Geosistemas

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Distribuidora Oficial da Esri no Brasil

Durante uma semana, San Diego voltou a reunir a comunidade mundial de Sistemas de Informação Geográfica (GIS).

Pesquisadores, empresas, governos, utilities, universidades e especialistas compartilharam experiências, apresentaram projetos e discutiram os próximos passos da plataforma ArcGIS.

A Imagem Geosistemas acompanhou essa programação diretamente da Esri User Conference 2026 para reunir os principais anúncios, tendências e aplicações apresentados durante o evento e compartilhá-los com a comunidade GIS do Brasil.

Ao longo da semana, os debates mostraram uma direção clara: o GIS continua ampliando seu papel dentro das organizações.

Se antes era utilizado principalmente para representar informações geográficas, hoje participa cada vez mais dos processos de análise, planejamento, simulação e apoio à decisão.

Entrada da Esri User Conference 2026 no San Diego Convention Center com a mensagem "Welcome to the Mappiverse", reunindo profissionais da comunidade global de GIS.
Esri User Conference 2026, no San Diego Convention Center, reuniu milhares de profissionais da comunidade global de GIS em uma semana dedicada à inovação e à evolução da plataforma ArcGIS.

A comunidade global de GIS reunida em San Diego

A Esri User Conference reúne organizações que utilizam a inteligência geográfica para apoiar decisões em setores como infraestrutura, energia, saneamento, governo, mineração, agronegócio, meio ambiente e cidades inteligentes.

Os números apresentados na plenária de abertura demonstram a dimensão da edição de 2026:

  • 17.363 participantes inscritos
  • 6.865 participantes pela primeira vez
  • representantes de 117 países
  • 212 empresas expositoras
  • mais de 2.200 colaboradores da Esri envolvidos na organização do evento

Os indicadores refletem a abrangência da comunidade GIS e mostram como a tecnologia vem sendo adotada por diferentes segmentos ao redor do mundo.

Painel da plenária da Esri User Conference 2026 com Jack Dangermond e especialistas debatendo o futuro do ArcGIS, IA e transformação digital.

O que a Imagem Geosistemas acompanhou durante a conferência

Ao longo da Esri User Conference 2026, a equipe da Imagem Geosistemas participou de:

  • sessões plenárias e apresentações técnicas;
  • demonstrações de novas funcionalidades;
  • encontros com especialistas da Esri;
  • apresentações de clientes brasileiros;
  • discussões sobre Inteligência Artificial, GeoAI, Digital Twins e integração entre sistemas.

Esse acompanhamento permite reunir referências técnicas, experiências e aplicações que poderão ser compartilhadas com clientes, parceiros e profissionais da comunidade GIS brasileira.

Slide da Esri User Conference 2026 apresentando os conceitos de Digital Twins, Inteligência Artificial e integração entre sistemas na plataforma ArcGIS.

ArcGIS evolui para integrar dados, pessoas e operações

As apresentações realizadas durante a conferência mostraram a evolução da plataforma ArcGIS em diferentes frentes tecnológicas.

Entre os temas mais recorrentes estiveram:

  • Inteligência Artificial aplicada ao GIS;
  • Digital Twins (Gêmeo Digital);
  • integração entre Tecnologia da Informação, Tecnologia Operacional e Engenharia;
  • Utility Network;
  • dashboards operacionais;
  • diagramas inteligentes de redes;
  • gestão de ativos de infraestrutura;
  • integração entre sistemas corporativos.

Outro conceito presente em diferentes sessões foi o de System of Systems, utilizado para demonstrar como sistemas corporativos podem compartilhar informações e oferecer uma visão integrada das operações.

Também ficou evidente que o avanço da Inteligência Artificial depende da qualidade dos dados e do contexto geográfico.

Assistentes, modelos de GeoAI e agentes capazes de executar tarefas precisam trabalhar sobre informações espaciais estruturadas, confiáveis e preparadas para uso analítico.

Nesse cenário, a IA não substitui o GIS.

Ela utiliza a inteligência geográfica como camada de contexto, análise e verificação.

Dados preparados serão uma vantagem decisiva

Um dos alertas presentes nas discussões da conferência foi a necessidade de preparar os dados antes de ampliar o uso da Inteligência Artificial.

Não se trata apenas de preencher campos ou organizar bases.

As organizações precisam conhecer a origem das informações, sua atualização, precisão espacial, regras de negócio, relações com outros dados e restrições de segurança e privacidade.

À medida que assistentes e agentes passam a participar dos processos corporativos, metadados, governança e rastreabilidade deixam de ser elementos complementares.

Eles se tornam parte da arquitetura necessária para que sistemas inteligentes compreendam o significado dos dados e os utilizem de forma adequada.

Utilities seguem entre os principais casos de uso

O setor de utilities voltou a ocupar espaço relevante na programação técnica da conferência.

Durante a plenária e em sessões específicas foram apresentados exemplos relacionados ao gerenciamento de redes, instalação de válvulas de gás, dashboards operacionais, diagramas inteligentes e aplicações do Utility Network.

As demonstrações mostraram como a plataforma ArcGIS pode apoiar empresas responsáveis pela gestão de infraestrutura crítica, conectando ativos, equipes, ordens de serviço, dados operacionais e processos de decisão.

A integração dessas informações ajuda as organizações a compreender dependências, antecipar impactos e priorizar intervenções.

Representante da Gasmig apresenta o projeto Digital Transformation of Gas Operations in Minas Gerais with ArcGIS durante sessão da Esri User Conference 2026.
Representante da Gasmig apresenta o projeto Digital Transformation of Gas Operations in Minas Gerais with ArcGIS durante sessão da Esri User Conference 2026.

Gasmig leva um case brasileiro à programação oficial

O Brasil esteve presente na programação técnica da conferência por meio da Gasmig, que apresentou a sessão “Digital Transformation of Gas Operations in Minas Gerais, Brazil, with ArcGIS”.

A apresentação compartilhou a experiência da companhia na transformação digital das operações utilizando a plataforma ArcGIS e reuniu profissionais interessados nas aplicações do GIS para o setor de distribuição de gás.

Durante a conferência, representantes da Gasmig também participaram de reuniões com especialistas da Esri para conhecer novidades da plataforma e discutir funcionalidades apresentadas ao longo do evento.

Outro momento de destaque ocorreu na plenária principal.

Durante uma apresentação conduzida por Jack Dangermond, fundador da Esri, um dashboard desenvolvido pela Gasmig foi exibido entre os exemplos apresentados.

A presença de um projeto brasileiro em uma das apresentações centrais da conferência demonstra a visibilidade alcançada pelas iniciativas desenvolvidas no país e reforça a participação de organizações brasileiras na comunidade global da Esri.

Troféu Special Achievement in GIS (SAG Award) concedido pela Esri em 2026 à Sanepar pelo uso inovador da tecnologia GIS.

Sanepar recebe reconhecimento internacional

Outro destaque brasileiro foi a Sanepar, vencedora do Special Achievement in GIS Award, o SAG Award.

Concedido anualmente pela Esri, o reconhecimento é destinado a organizações que utilizam Sistemas de Informação Geográfica para enfrentar desafios reais e gerar resultados por meio da tecnologia.

A equipe da Imagem Geosistemas acompanhou a cerimônia realizada em San Diego e registrou esse reconhecimento internacional concedido a um cliente brasileiro.

Um aprendizado que permanece após a conferência

“A UC não termina quando as luzes do centro de convenções se apagam. Ela termina quando as ideias apresentadas deixam de ser inspiração e começam a se transformar em projetos reais.”

— Diogo Rosanelli, Especialista GIS & IA da Imagem Geosistemas

Do campo aos gêmeos digitais

A inteligência apresentada durante a conferência não começa apenas nos centros de dados.

Ela começa no território.

Formulários, imagens, sensores, drones, câmeras, levantamentos tridimensionais e tecnologias de captura de realidade estão ampliando a capacidade de registrar informações de forma automatizada e contextualizada.

Esses dados podem alimentar gêmeos digitais conectados a ativos, eventos, sensores, modelos analíticos e processos operacionais.

O valor de um gêmeo digital não está somente na representação tridimensional de uma cidade, instalação ou obra.

Está na capacidade de responder a perguntas operacionais:

o que mudou, qual ativo apresenta maior risco, quem será afetado por uma falha e qual intervenção deve ser priorizada.

Quando captura de realidade, GIS, IoT, GeoAI e simulação trabalham em conjunto, o gêmeo digital se transforma em uma plataforma de decisão.

Agentes geoespaciais aproximam análise e execução

Os agentes também estiveram entre os temas discutidos durante a Esri User Conference 2026.

A tendência apresentada aponta para uma evolução dos assistentes que apenas respondem perguntas para sistemas capazes de decompor objetivos, consultar diferentes fontes, selecionar ferramentas, executar análises e apresentar recomendações.

Em uma operação de abastecimento, por exemplo, um agente pode precisar consultar a rede, localizar ativos, identificar clientes e serviços críticos, avaliar dependências, cruzar históricos e comparar cenários.

Esse tipo de fluxo não representa apenas uma conversa com dados.

Trata-se da orquestração de uma cadeia analítica.

A validação humana continua indispensável, especialmente em decisões críticas.

O avanço dos agentes exige autonomia controlada, rastreabilidade, explicabilidade e supervisão especializada.

A tecnologia avança, mas o desafio é organizacional

As demonstrações apresentadas em uma conferência mostram possibilidades.

O desafio começa quando as organizações retornam à rotina.

É nesse momento que surgem questões relacionadas à integração com sistemas legados, organização de dados incompletos, definição de responsabilidades, governança e transformação de uma visão tecnológica em um produto sustentável.

Por isso, a principal pergunta após a conferência não deve ser apenas qual tecnologia adquirir, mas qual capacidade a organização precisa construir:

  • Governos podem desenvolver capacidades para antecipar desastres e orientar políticas públicas.
  • Empresas de saneamento podem integrar perdas, manutenção, ativos, clientes e riscos territoriais.
  • Utilities podem compreender dependências da infraestrutura e priorizar investimentos.
  • Cidades podem conectar mobilidade, obras, clima, segurança e serviços públicos em uma visão operacional comum.

A tecnologia gera valor quando se transforma em capacidade organizacional.

Equipe da Imagem, Gasmig e Esri reunidos na entrada do evento.

Conhecimento que retorna ao mercado brasileiro

A Esri User Conference apresenta aplicações desenvolvidas por organizações de diferentes países e mostra como a plataforma ArcGIS continua evoluindo para atender novos desafios.

A participação da Imagem Geosistemas e de seus Clientes permite acompanhar essa evolução diretamente com a Esri, observar casos de uso em diferentes segmentos e trazer esses aprendizados para a realidade brasileira.

Durante toda a semana, o time esteve presente no evento reunindo atualizações, tendências e casos de sucesso que poderão ser compartilhados com a comunidade GIS do Brasil.

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