Eventos climáticos extremos estão mais frequentes e imprevisíveis, e muitas cidades sentem os efeitos com maior intensidade. Não se trata apenas do clima: vulnerabilidade cresce quando áreas de risco são ocupadas, a infraestrutura é pressionada e faltam dados confiáveis para guiar decisões.
Para cidades que enfrentam deslizamentos e alagamentos, o desafio é equilibrar urgência, orçamento e serviço à população. Este artigo reúne informações essenciais para ajudar a compreender o cenário, dimensionar impactos e estruturar respostas com planejamento e governança.
Aumento de eventos extremos
De acordo com pesquisa divulgada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), o ano de 2024, o mais quente da história, apresentou os maiores desastres climáticos.
A grande seca na Amazônia-Pantanal e as inundações no Rio Grande do Sul indicam que a era de extremos já chegou ao Brasil”, avalia o pesquisador do Cemaden e um dos autores, José Marengo. Para ele, os impactos são maiores, uma vez que junto com o aumento de extremos também há aumento na exposição e na vulnerabilidade das pessoas. “O risco de desastres está aumentando”, explicou.
Prejuízos pela falta de previsibilidade
Desastres associados às mudanças climáticas, como incêndios florestais, secas, inundações e deslizamentos resultaram em perdas econômicas superiores a R$ 732,2 bilhões para os municípios brasileiros, entre 2013 e 2024.
Tais eventos afetaram, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), 95% das cidades brasileiras, em frequência e intensidade cada vez maiores. A falta de previsibilidade a estes eventos traz prejuízos que vão além dos âmbitos econômico e ambiental, afetando também aspectos humanos e sociais.
Mudanças climáticas como realidade
Os dados confirmam. Essa é a nova realidade, com ela, surge a necessidade de aumentar a resiliência perante eventos climáticos no curto prazo de modo a proteger a população e infraestrutura da cidade.
Fortalecer a resiliência urbana exige visão de longo prazo e parceria: integrar informações, qualificar diagnósticos e priorizar intervenções que fazem diferença no dia a dia.
Com modelagem digital, dados geoespaciais e processos coordenados, é possível reduzir riscos e dar previsibilidade à gestão.
Conheça nossa solução de Monitoramento Climático Territorial
Antecipe os riscos climáticos com modelagem digital
Saiba mais
Migre os tipos de usuários atualizados para o ArGIS Pro
Solicite sua migração antes da descontinuação ArcGIS Desktop em Março/2026
Migrar agora