O mercado de Serviços Financeiros já vinha se preparando para uma era de digitalização, devido as exigências dos consumidores, entrada de fintechs e novos players, contribuindo para um aumento da competitividade e benefícios para os usuários, com o auxílio do Open Finance.

Porém, devido a pandemia, essa necessidade se multiplicou, forçando as instituições a acelerarem suas iniciativas de investimentos em transformação digital, visando promover novos produtos, experiências e modelos de negócios, de maneira que impulsione velocidade, agilidade e escala, mantendo ou até mesmo reduzindo custos, para que proporcione uma melhor experiência do cliente e promova uma competitividade entre as instituições.

Breve contexto

Em maio de 2020 o BACEN oficializou, através da resolução n°1 de 4 de maio de 2020, o compartilhamento padronizado de dados e serviços de diferentes instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central quanto a movimentação de suas contas bancárias e serviços financeiros a partir de diferentes plataformas, de forma segura, ágil e conveniente.

Deste modo, um dos grandes diferenciais competitivos do Open Banking reside na análise de dados comportamentais e transacionais dos clientes, que serão providos conforme um modelo de gestão de permissão, respeitando as regras do LGPD.

Quem souber extrair insights relevantes da vida financeira atual e futuro dos clientes a partir desses dados do open banking poderá elevar o nível de satisfação dos usuários.

Em agosto do mesmo ano, 2020, o Banco Central instaura a introdução do método de pagamento PIX, sendo obrigatório a todas as instituições financeiras, os benefícios ao usuário são diversos e você já deve ter experimentado, não é mesmo?!

Porém, o Open Banking vai muito além de banking e trata-se de um conceito de dados de seguradoras e investimentos, formando o tal Open Finance (trata-se de todas as operações financeiras).

As Fintechs trouxeram novas soluções e modelos de negócio que simplificaram e desburocratizaram o setor bancário. Então, amadureceram com diversos modelos de bancarização digital, como carteiras digitais, contas de pagamento, Bancos Digitais e, até mesmo, o PIX.

Onde a necessidade encontra a oportunidade

De certa forma, o crescimento de 28% no número de Fintechs no Brasil em 2020 (Radar Fintechlab), em pleno contexto de pandemia, pode ter fortemente relacionamento com o advento regulatório do PIX e do Open Banking pelo Banco Central.

Na Pesquisa Fintech Deep Dive 2020, feita pela PwC, em parceria com a ABFintechs, alguns dados comprovam esse fato, veja:

  • 73% da Fintechs estão desenvolvendo algum tipo de solução para PIX e/ou Open Banking;
  • 76% esperam colher frutos e benefícios dessas iniciativas logo no primeiro ano;
  • Seguindo a vocação inovadora das Fintechs, 13% estão fornecendo um serviço não disponível no modelo padrão do sistema bancário.

Um ecossistema financeiro aberto apresenta às instituições novas oportunidades sem precedentes de desenvolver os sistemas bancários a se tornarem mais adaptáveis e responsivos a crises e oportunidades emergentes.

As novas tecnologias podem permitir às instituições melhores e inovadoras maneiras para servir os clientes, combaterem ameaças, gerenciarem os riscos e reinventarem na maneira como fazem seus negócios.

Vemos e sabemos que os hábitos de consumo mudaram após o início da pandemia, com isso o Open Finance favorece as instituições financeiras no sentido de melhorarem as experiências e personalizarem as ofertas de suas carteiras, pautadas em dados, tecnologias e localização estratégica.

O Open Finance só é poderoso se transformarmos os dados, é o que se chama de transformação baseada em dados, localização permitindo gerar insights. E todo esse movimento requer a adoção de novas tecnologias e estratégias inteligentes e inovadoras para se manter competitivo.

Assim, como todo e qualquer projeto de transformação dessa magnitude, há algumas fases a serem respeitadas para o sucesso de implementação de soluções tecnológicas para gerar insights, como os bancos tiveram 4 fases de implementação das políticas do open banking, prevejo a seguir algumas etapas cruciais para o sucesso, são elas:

  • Transformação cultural;
  • Acesso a dados Open Finance;
  • Extração de dados de mainframes para análises;
  • Monetização de API’s.

A primeira grande transformação deve ser feita dentro de casa, transformação cultural é imprescindível. Os bancos perceberam que para tudo ocorrer efetivamente são necessárias mudanças de dentro para fora, no que tange conhecimento, valores, cultura, modo de operar e servir. Portanto, é necessário ter um time com conhecimentos técnicos e de negócios, inserido em uma cultura focada na agilidade, colocando o cliente no foco e produtividade.

O segundo grande passo, trata-se da cultura de dados, para que se possa utilizá-los da melhor maneira e extrair informações importantes com insights de negócios ricos.

Desde a extração dos dados de um mainframe, por exemplo, até no tratamento para conseguir retirar valor do alto volume de informações, visando enriquecer com outros tipos de dados como por exemplo, informações de localização, agências, transações, e modelagem espaço-temporais para identificações de tendências e relacionamentos favorecendo a personalização de ofertas, insights para aumento de capilaridade realizando movimentos de prospecção e criação de produtos específicos, como microcrédito para “desbancarizados”, aumentando receita por região.

Nesta etapa é crucial o tratamento de dados para gerar valor em qualquer tipo das análises, utilizando das mais variadas tecnologias como: Inteligência artificial, IoT, Automação em cloud para segurança cibernética e prevenção a fraudes, tudo isso levando em consideração os analytics geolocalizados para maior assertividade de insights.

Na outra etapa de monetização, se faz interessante após já implementadas fases anteriores, onde a instituição já está consolidada com os processos, tornando a instituição um produtor e distribuidor de insights de negócios como serviço para todo ecossistema de parceiros e negócios, promovendo o aumento de receita com serviços seguros e eficientes.

Conclusão

Afinal, com todas essas possibilidades e diversas oportunidades, as instituições financeiras em um futuro não tão distante, formarão o conceito BaaS (bank as a service), que pode ser traduzido como “banco como serviço”, ampliando o horizonte de negócios e Customer Experience, gerando satisfação dos clientes exigentes, ou não, com serviços eficientes e de alto nível.

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