Como transformar dados, ativos e informações do território em inteligência capaz de apoiar decisões no tempo certo?
Essa foi uma das questões que atravessaram o GIS Energy Summit 2026, realizado pela Imagem Geosistemas no dia 24 de setembro, no Centro de Recepção de Visitantes da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR).
Das 8h às 18h, especialistas, lideranças e organizações do setor de energia compartilharam experiências e aplicações de Inteligência Geográfica, Inteligência Artificial, GeoAI, Gêmeos Digitais, gestão de ativos e infraestrutura crítica.
A programação foi complementada, no dia 25 de setembro, por uma visita técnica ao complexo da Itaipu Binacional, realizada das 14h às 17h, aproximando os temas discutidos no Summit da dimensão física de uma das maiores infraestruturas de geração de energia do mundo.

Do GIS aos novos desafios das utilities
A programação foi aberta por Chalton Bento, da Imagem Geosistemas, com as boas-vindas aos participantes. Na sequência, Pedro Coura, da Esri, apresentou a visão da empresa para Utilities, trazendo perspectivas sobre o momento atual do setor e os caminhos que a tecnologia geoespacial abre para sua evolução.
A Itaipu Binacional trouxe diferentes experiências que mostraram a aplicação da inteligência geográfica na gestão de uma infraestrutura dessa dimensão. Raffaella Imbroinise Azeredo Pego da Ávila e Sérgio Dias Alicino apresentaram o trabalho de gerenciamento dos limites das propriedades da Itaipu no entorno do reservatório.
A discussão avançou para a antecipação de riscos com Valéria Carazzai, da AXIA Energia, que apresentou aplicações de análise de risco espacial para ativos, mostrando como o contexto geográfico pode contribuir para antecipar situações e apoiar respostas mais rápidas.
Na sequência, Orlando Santos, da Equatorial Energia, abordou a aplicação de GeoIA na gestão da vegetação em redes de distribuição, conectando Inteligência Artificial e inteligência geográfica a um desafio concreto da operação do setor elétrico.
Ainda pela manhã, Zunilda Chamorro, da Itaipu Binacional, apresentou o Panel de Monitoreo del Plan 1000, demonstrando como informações territoriais podem apoiar o acompanhamento e a gestão de iniciativas da organização.

Do monitoramento territorial aos Gêmeos Digitais
No período da tarde, Hericles Lopes e Roberta Carleto, da Itaipu Binacional, apresentaram o gerenciamento da Rede Altimétrica de Alta Precisão da Itaipu (RAIB), ampliando a discussão sobre a importância de dados geoespaciais confiáveis para a gestão de infraestruturas complexas.
Lais Fagundes, da CPFL Energia, mostrou como a inteligência geoespacial pode apoiar a gestão ambiental e fundiária de ativos de transmissão, integrando informações do território às necessidades de acompanhamento da infraestrutura.
Pela AXIA Energia, Fábio Fernandes apresentou a experiência de acompanhamento de obras, aproximando planejamento e execução em campo e mostrando como informações atualizadas podem contribuir para maior visibilidade sobre o andamento das atividades.
A programação seguiu com Diogo Rosanelli, da Imagem Geosistemas, que abordou a geointeligência aplicada à decisão estratégica, explorando como dados, território e novas capacidades de análise podem ampliar o contexto disponível para quem precisa tomar decisões.
Em seguida, Alexandre Aleixo, da Imagem Geosistemas, trouxe a discussão sobre Smart Grids e digitalização de redes, apresentando a criação de Gêmeos Digitais inteligentes de ativos como uma das possibilidades para ampliar a compreensão e a gestão da infraestrutura.
Encerrando as apresentações, Ana Marotti, da AXIA Energia, compartilhou a estratégia de Engenharia Digital da organização e sua evolução de BIM para GeoBIM e Digital Twin, reforçando a convergência entre engenharia, informação geográfica e representação digital dos ativos.
Ao longo do dia, os diferentes casos mostraram uma característica em comum: o GIS deixa de atuar apenas como ferramenta de representação do território e passa a integrar processos de monitoramento, análise, antecipação de riscos e tomada de decisão.
Segundo dia: da discussão tecnológica à infraestrutura real
No dia 25 de setembro, a experiência ganhou uma dimensão prática com a visita técnica à Itaipu Binacional.
Os participantes puderam conhecer de perto a escala e a complexidade de uma infraestrutura em que território, água, ativos, engenharia, segurança e operação precisam funcionar de forma integrada.

A visita ajudou a conectar muitos dos temas discutidos no dia anterior à realidade física da operação. Como destacou Diogo Rosanelli após a experiência, para quem trabalha com GIS, dados e IA, estar diante de uma infraestrutura dessa dimensão reforça a importância de não separar a tecnologia do mundo físico que ela representa.
Cada ativo está em algum lugar. Cada ocorrência acontece em um território. E cada decisão sobre uma infraestrutura crítica produz impactos que também possuem uma dimensão espacial.
É justamente nessa conexão entre infraestrutura, território, dados e inteligência que o GIS amplia seu papel no futuro do setor de energia.

Uma experiência vista também pelos participantes
Essa percepção também apareceu nos relatos de profissionais que participaram do encontro.
A engenheira agrimensora e cartógrafa Karolyne Kill destacou o contato com soluções em ArcGIS, aplicações avançadas de gestão territorial e exemplos de como a Inteligência Artificial está ampliando possibilidades nos projetos.
Em seu relato sobre o Summit, ela também apontou a visita técnica à Itaipu como um dos pontos altos da experiência, relacionando tecnologia e colaboração à construção de operações mais sustentáveis.

GIS Energy Summit 2026: tecnologia aplicada ao mundo real
Ao reunir Imagem Geosistemas, Esri, Itaipu Binacional, AXIA Energia, Equatorial Energia e CPFL Energia, o GIS Energy Summit colocou lado a lado diferentes perspectivas sobre os desafios atuais do setor.
Gestão de propriedades e ativos, redes de alta precisão, análise espacial de riscos, vegetação, gestão ambiental e fundiária, acompanhamento de obras, GeoAI, Smart Grids, BIM, GeoBIM e Gêmeos Digitais apareceram não como tendências isoladas, mas como partes de uma transformação mais ampla.
O que conecta esses temas é o território.
É nele que os ativos existem, as operações acontecem, os riscos se manifestam e as decisões produzem resultados.

O GIS Energy Summit 2026 mostrou que o futuro da energia não será construído apenas com mais dados ou mais tecnologia, mas pela capacidade de transformar essas informações em contexto, inteligência e ação.
A Imagem Geosistemas agradece a todos os especialistas, organizações, parceiros e participantes que contribuíram para esses dois dias de conhecimento, troca e colaboração.
Tecnologia gera mais valor quando transforma dados em contexto.
Contexto em inteligência. E inteligência em melhores decisões no mundo real.

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