No setor florestal, decisões importantes dependem de informações que muitas vezes estão espalhadas entre planilhas, arquivos KML, mapas em PDF, sistemas de terceiros e diferentes áreas da empresa.
Quando esses dados não estão organizados em uma base comum, o planejamento de silvicultura, colheita, estradas e operações de campo tende a exigir mais esforço para consolidar informações e acompanhar o que realmente está acontecendo.
Foi justamente esse o tema do webinar “Do Planejamento ao Resultado: Como Integrar Dados para Maximizar a Performance Florestal”, realizado pela Imagem Geosistemas. A conversa abordou como o uso de GIS pode ajudar a estruturar dados, apoiar o microplanejamento, acompanhar operações e conectar informações de campo a indicadores de desempenho e retorno.
Assista ao webinar completo
O primeiro desafio: organizar os dados
Um dos pontos destacados durante o webinar foi a dificuldade de muitas empresas em trabalhar com informações distribuídas em diferentes formatos e fontes.
Há dados em sistemas corporativos, planilhas, arquivos de terceiros, KML, mapas em PDF e bases geográficas. O desafio é fazer com que essas informações passem a conversar entre si e possam ser utilizadas por diferentes áreas da operação.
Ao estruturar uma base geográfica, torna-se possível relacionar informações como:
- fazendas e talhões;
- áreas produtivas e ambientais;
- material genético e data de plantio;
- estradas e infraestrutura;
- equipes e atividades em campo;
- restrições operacionais;
- status de execução.
A ideia não é apenas organizar o mapa, mas criar uma base que possa ser consultada, atualizada e utilizada ao longo de toda a operação.
GIS no microplanejamento florestal
O webinar também apresentou aplicações do GIS no microplanejamento de silvicultura e colheita.
Dados de relevo e declividade, por exemplo, podem apoiar a identificação de áreas com diferentes níveis de dificuldade operacional e ajudar a definir limites para mecanização de plantio e colheita.
Isso permite sair de um planejamento genérico e trabalhar com informações mais próximas da realidade de cada área.
Na prática, o mapa pode ajudar a visualizar onde estão os talhões planejados, quais estão em execução, quais já foram concluídos e onde existem restrições relacionadas a infraestrutura, segurança ou meio ambiente.
Do campo para o painel
Outro ponto importante é o registro das atividades realizadas em campo.
Aplicativos GIS podem permitir que equipes façam apontamentos mesmo em locais sem conectividade. As informações ficam armazenadas no dispositivo e podem ser sincronizadas posteriormente quando houver acesso a uma rede.
Esses registros ajudam a acompanhar o que foi executado, identificar ocorrências e atualizar o status das operações.
Um dos exemplos apresentados foi o controle de serviços executados por terceiros. Se uma equipe realizou apenas parte de um talhão, a área efetivamente trabalhada pode ser registrada e utilizada como referência para medição e pagamento.
Dados também ajudam a acompanhar metas
Ao conectar as informações de campo com mapas, painéis e indicadores, as equipes passam a ter uma visão mais clara sobre o andamento das operações.
Durante o webinar, foi mostrado como indicadores de produtividade, utilização de equipamentos e custo podem ser associados ao contexto geográfico, ajudando tanto as equipes operacionais quanto a gestão.
Segundo a apresentação, quando os indicadores passaram a ser visualizados em mapas e painéis, ficou mais fácil acompanhar a posição das equipes em relação às metas e oferecer maior visibilidade para a gestão.
E onde entra o ROI?
O webinar também abordou a relação entre planejamento, execução e retorno do investimento.
Informações sobre área plantada, área colhida, distância entre fazendas e fábrica, custos, produtividade e valor da terra podem ser reunidas para apoiar análises mais amplas sobre o desempenho da operação.
O principal ponto não é apenas calcular um indicador financeiro, mas entender como os dados gerados ao longo da operação podem contribuir para decisões futuras.
Começar pequeno também é uma opção
A integração de dados não precisa começar com um projeto grande.
No encerramento do webinar, foi reforçada a possibilidade de iniciar com uma base menor, registrar informações de campo, visualizar os resultados em um painel e evoluir gradualmente.
Esse caminho ajuda a transformar o GIS em uma ferramenta de apoio à rotina e não apenas em um repositório de mapas.
Quer saber qual solução ArcGIS é ideal para você?
Fale com nosso time e descubra como aplicar inteligência geográfica na sua realidade — seja para começar ou evoluir com o ArcGIS.
Falar no WhatsAppPerguntas frequentes
O que é GIS aplicado ao setor florestal?
É o uso de sistemas de informação geográfica para organizar, analisar e visualizar dados relacionados a áreas produtivas, florestas, estradas, infraestrutura, meio ambiente e operações de campo.
GIS pode ajudar no planejamento de silvicultura?
Sim. Informações como relevo, declividade, talhões, infraestrutura e restrições podem ser utilizadas para apoiar o planejamento de operações e definir áreas com diferentes condições de trabalho.
É possível trabalhar sem internet no campo?
Sim. O webinar mostrou o uso de aplicativos que permitem registrar informações offline e sincronizá-las quando o dispositivo volta a ter conectividade.
GIS pode ser integrado a outros sistemas?
Sim. Durante o webinar foi mencionada a possibilidade de integrar dados de ERP, telemetria e outras plataformas por meio de APIs.
Como GIS ajuda no controle de terceiros?
As atividades executadas podem ser registradas geograficamente, permitindo comparar o que foi planejado com o que realmente foi realizado em campo.
GIS pode apoiar indicadores de desempenho?
Sim. Dados de campo podem alimentar mapas e painéis com indicadores de produtividade, metas, utilização de equipamentos e custos operacionais.
É necessário estruturar toda a operação de uma vez?
Não. A apresentação reforçou que é possível começar com uma base menor, registrar informações essenciais e evoluir o projeto gradualmente.
