Da coleta ao modelo 3D: O novo padrão da mineração digital

Como drones, GIS e ArcGIS aceleram análises, reduzem retrabalho e elevam a precisão do planejamento de lavra.

Imagem Geosistemas

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A mineração vive um momento decisivo: cada vez mais operações estão adotando fluxos digitais que conectam coleta de dados, processamento, modelagem 3D e análises geoespaciais em um único ambiente integrado. A boa notícia é que essa transformação já não exige equipamentos complexos ou investimentos elevados.

Hoje, mesmo drones de menor custo podem gerar resultados profissionais, desde que o fluxo seja tratado corretamente em um Sistema de Informação Geográfica (GIS) robusto como o ArcGIS.

Principais ganhos ao integrar drone + ArcGIS

  • Redução de retrabalho e deslocamentos (mais inspeção remota, menos ida ao campo sem necessidade);
  • Análises mais rápidas e precisas com dados padronizados e rastreáveis;
  • Apoio direto ao planejamento de lavra com modelos e cálculos atualizados;
  • Acompanhamento contínuo de frentes, pilhas, taludes, vias e barragens.

1. Coleta: imagens atualizadas para um setor que muda todos os dias

O território minerado muda constantemente. Frentes se deslocam, pilhas crescem, vias são abertas, estruturas são construídas e descaracterizadas. A captura periódica dessas transformações é essencial para:

  • Manter a segurança operacional;
  • Planejar avanços de lavra;
  • Monitorar conformidade;
  • Reduzir riscos em taludes, barragens e áreas sensíveis.
Drone sobre cava de mineração ilustrando a coleta de imagens para mapeamento 2D e 3D com ArcGIS
Coleta com drones/VANTs: imagens consistentes para alimentar ortomosaicos, nuvens de pontos e modelos 3D no ArcGIS.

 

Com drones e VANTs, equipes conseguem:

  • Revisitar áreas diariamente ou semanalmente;
  • Capturar imagens mesmo sob condições climáticas variáveis;
  • Monitorar grandes extensões com baixo custo;
  • Evitar deslocamentos desnecessários ao campo.

 

O resultado são imagens rápidas e acessíveis, prontas para alimentar o restante do fluxo com consistência e rastreabilidade.

 

2. Processamento: transformando imagens brutas em dados georreferenciados

Após o voo, as imagens ainda são fotografias isoladas. O processamento inicial no ArcGIS organiza esse material e prepara o projeto para o tratamento fotogramétrico.

O que acontece nesta etapa

  • Organização e padronização dos arquivos;
  • Aplicação/validação de metadados;
  • Estruturação da sequência de imagens;
  • Identificação automática de sobreposições.

 

O objetivo é garantir alinhamento correto, precisão posicional e consistência entre cenas — evitando erros que podem comprometer modelos digitais, cálculos de volume e inspeções posteriores.

 

3. Tratamento: qualidade, precisão e confiabilidade

O tratamento dentro do ArcGIS é o momento em que as imagens passam a virar produtos cartográficos e geoespaciais.

Ferramentas como ArcGIS Pro, ArcGIS Reality e Image Analyst permitem:

  • Ortorretificação;
  • Geração de ortomosaicos precisos;
  • Criação de nuvens de pontos;
  • Correções fotogramétricas;
  • Classificação inicial de feições;
  • Segmentação de áreas críticas.

 

Mesmo drones mais simples conseguem gerar resultados profissionais, desde que passem por tratamento rigoroso dentro de um GIS. É aqui que nasce boa parte dos ganhos: menos retrabalho, maior precisão e ciclos operacionais mais curtos.

 

4. Modelagem 3D: a base do planejamento moderno de lavra

Com as imagens tratadas, inicia-se a transformação para o ambiente tridimensional. No ArcGIS, é possível:

  • Gerar MDT (Modelo Digital de Terreno);
  • Gerar MDS (Modelo Digital de Superfície);
  • Criar superfícies 3D com alta acurácia;
  • Calcular volumes, cortes e aterros;
  • Construir modelos contínuos para frentes e pilhas;
  • Visualizar cenários de avanço de lavra.

Quem se beneficia diretamente

  • Geologia;
  • Engenharia de minas;
  • Topografia;
  • CQ;
  • Segurança de barragens.

O ganho é direto: tomada de decisão mais rápida, precisa e contextualizada espacialmente.

 

5. Análise: decisões geograficamente informadas, mais rápidas e mais seguras

Com o modelo 3D pronto, análises avançadas se tornam mais simples e confiáveis:

  • Comparação de períodos (antes/depois);
  • Reconciliação de produção;
  • Cálculo automático de volumes;
  • Identificação de movimentações atípicas;
  • Inspeção remota de taludes e barragens;
  • Acompanhamento de obras e continuidade operacional.

 

Ao publicar esses produtos no ArcGIS Online ou ArcGIS Enterprise, equipes podem:

  • Compartilhar mapas em segundos;
  • Visualizar modelos em navegadores;
  • Criar dashboards com indicadores;
  • Trabalhar colaborativamente;
  • Reduzir deslocamentos a campo.

Assim, a mineração deixa de depender de análises fragmentadas e passa a operar com uma visão geográfica integrada, confiável e atualizada.

 

O novo padrão da mineração digital já está aqui

Fluxos como este — Coleta → Processamento → Tratamento → Modelagem 3D → Análise — não são mais exceção. São o novo padrão de eficiência, segurança e competitividade para operações minerais de todos os portes.

Com o ArcGIS, empresas podem:

  • Alavancar a produtividade de equipes de geologia, topografia e lavra;
  • Reduzir custos operacionais;
  • Melhorar indicadores de CQ e reconciliação;
  • Responder rapidamente às mudanças do território;
  • Transformar imagens em decisões geoespaciais.

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