Muito se comenta ultimamente a respeito dos impactos que o conflito armado na Europa causa no preço do combustível aqui no Brasil.

O panorama do comercio internacional está mudando, notícias sobre aplicação de sanções e renegociações de acordos comerciais estão surgindo e se tornando frequentes.

Obviamente, cada agente dessa rede globalizada de interesses busca mitigar riscos internos e aqui não poderia ser diferente.

Os impactos e como podem ser mitigados

O óleo diesel pode ser citado como um exemplo prático. Praticamente 25% do consumo desse produto no Brasil é proveniente de insumo importado, ou seja, a variação na oferta internacional (seja por preço ou volume disponível) por si só já é um impacto significativo.

Outros fatores como a infraestrutura e a distribuição geográfica dos ativos envolvidos na cadeia de suprimentos também causam impacto significativo nos preços, pois determinam a capacidade de escoamento dos insumos que chegam nos portos de importação, localizados no litoral, em direção ao resto do país.

Produção de derivados de petróleo

É também no litoral que está a concentração da produção nacional dos derivados de petróleo. Segundo informações da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 13 das nossas 15 refinarias e 111 das 276 bases de distribuição de combustíveis do país estão instaladas a até 200km do litoral. Em outras palavras, os combustíveis são produzidos no litoral e precisam ser escoados para o interior, onde há grande demanda.

Deve-se lembrar que existem grandes transportadoras rodoviárias operando no centro-oeste do país, bem como toda a frota de maquinário que serve ao nosso agronegócio. Todo esse combustível precisa chegar até lá.

Voltando ao exemplo do óleo diesel, é amplamente conhecida a obrigatoriedade da mistura de 11% de biodiesel ao óleo diesel (o mesmo acontece com a “Gasolina A”, com mistura de 27% de etanol anidro). Nesse caso, a concentração da produção de biodiesel se dá no Centro-Oeste. Portanto, o escoamento do óleo diesel se dá do litoral em direção ao continente e o biodiesel faz o movimento inverso.

Cadeia de suprimentos

É neste cenário que se estabelece a cadeia de suprimentos da produção de combustíveis derivados de petróleo. A previsão de demanda, planejamento de estoque e a movimentação de cada subproduto configuram os principais riscos nessa cadeia de suprimentos. Um movimento mal planejado e toda a cadeia de suprimentos é impactada.

Um caso emblemático aconteceu em dezembro de 2021 quando a refinaria de Mataripe ficou mais de 15 dias sem fornecer combustível por falta de petróleo. Tudo aconteceu porque o navio que trazia o insumo não conseguiu atracar, já que seu calado era maior do que a profundidade da região.

Esta incompetência já provocou a parada de uma unidade importante, o segundo maior pulmão da refinaria, que abastece outras unidades de produção da RLAM. Somente isso (atraso no escoamento da carga) já vai provocar redução na produção de diesel no mercado baiano e nordestino”, afirmou Deyvid Bacelar na ocasião, diretor do Sindipetro Bahia, lotado na RLAM desde 2006.

Carga tributária do Brasil

Mais um fator significativo: o tributário. Segundo a Federação Nacional de Comércio de Combustíveis (Fecombustíveis) existe variação significativa da carga tributária no país. A alíquota do Dieses S10 em fevereiro de 2022, por exemplo, variou de 12 a 25% dependendo da unidade federativa. Dessa forma, há de se considerar a carga tributária no ato de compra de insumos e da venda do produto derivado, prevendo impostos de forma regionalizada.

Custo do Transporte de Produtos

Por fim, novos modais de transporte podem fazer a diferença no custo de transporte de produtos e, consequentemente aumentar a competitividade no mercado.

O Plano Indicativo de Oleodutos (PIO) 2021/2022 da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) já indica que “a deficiência de infraestrutura logística e de transportes de combustíveis gera vulnerabilidade e pode resultar na perda de competitividade, ocasionando potenciais aumentos de custos na cadeia produtiva do petróleo.

Este mesmo plano indica a necessidade da expansão da infraestrutura de transporte de combustíveis, diminuindo a dependência do modal rodoviário e aumentando a capacidade instalada em outros modais. Os incentivos a construção de novas ferrovias através da Lei 14.273/21 são uma resposta à essa necessidade.

Menor custo, maior competitividade

Diante de toda essa realidade, de que forma atuar reduzir custos de forma significativa e, por consequência, aumentar a competitividade através da redução de preços?

Diversas abordagens e soluções estão sendo implementadas em âmbito global. Estudos realizados em julho de 2021 pela Retail System Research (RSR) apontam as estratégias adotadas por empresas que projetam crescimento sustentável para os próximos três anos. Nessa pesquisa, 83% dos entrevistados destacaram “Análise do cliente” como muito importante e 71% indicaram a “Análise regional” da mesma forma.

Colocando de outra maneira, possuir meios de planejamento eficientes que sejam capazes de determinar quais instalações devem ser utilizadas nas operações, quantas instalações são necessárias, onde devem estar localizadas, quais os produtos e clientes devem ser designados a cada uma e quais os serviços de transportes devem ser utilizados entre elas determinam como elas devem ser atendidas.

Ao fazer isso de forma adequada, é possível chegar a uma economia anual de 5% a 15% dos custos logísticos totais.

Solução tecnológica

Os produtos da Plataforma ArcGIS estão preparados para dar suporte a todas essas atividades com soluções e ferramentas que se adaptam ao modelo de negócio de cada companhia, incluindo:

  • O perfilamento regionalizado dos clientes;
  • O aperfeiçoamento do planejamento de distribuição;
  • O apoio ao envolvimento de executivos através de painéis de acompanhamento;
  • O acompanhamento de ativos e colaboradores em tempo real;
  • A integração com sistemas corporativos, concentrando a visualização e análise de diversos pontos provedores de informação em uma só interface;
  • A visualização da operação em interface desktop, navegador web e/ou dispositivo móvel;
  • A implementação de soluções on-premise e/ou em nuvem.

Especificamente, podemos destacar 5 pontos chave que suportam a distribuição de combustível:

  • 1- Identificação da infraestrutura de armazenamento e distribuição;
  • 2- Identificação e priorização de clientes críticos;
  • 3- Identificação de gaps de distribuição e formulação de alternativas;
  • 4- Gerenciamento das operações e estoques;
  • 5- Promoção de transparência e comunicação precisa entre os pares da companhia e com os clientes;

Por isso, neste momento em que a volatilidade do preço dos combustíveis em geral é latente, a competição é muito acirrada e as oportunidades de inovação são mais do que incentivadas.

Mais do que nunca, a digitalização de toda a cadeia de suprimentos é uma oportunidade para garantir a boa gestão de toda a operação logística de ponta a ponta, conduzindo insumos e produtos derivados de forma eficiente, com menores custos e, acima de tudo, com toda a segurança.

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