Resolução ANA 275/2025: a nova era da gestão de perdas orientada por evidências

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A publicação da Resolução nº 275/2025 pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico consolida uma mudança importante no saneamento brasileiro:

perdas deixam de ser apenas um indicador operacional e passam a ser um tema de governança corporativa.

O que está em jogo não é somente o percentual final reportado.

É a capacidade de demonstrar como cada número foi construído, quais critérios foram adotados, quais dados o sustentam e qual impacto técnico e financeiro está associado às decisões tomadas.

A gestão de perdas entra, definitivamente, na lógica da decisão baseada em dados, método e rastreabilidade.

Da medição isolada à governança estruturada

O novo ambiente regulatório exige que as companhias avancem em três frentes complementares:

1. Estruturação do dado

Informações de campo, cadastro técnico, sistemas comerciais, medições setorizadas e intervenções precisam conversar entre si.

Dados dispersos, planilhas paralelas e controles informais elevam o risco operacional e regulatório.

Governança significa:

  • Padronização de critérios
  • Controle de versões
  • Definição de responsabilidades
  • Histórico auditável

2. Método claro e comparável

Indicadores precisam ser consistentes ao longo do tempo e entre diferentes áreas do sistema.

Mudanças metodológicas sem registro estruturado comprometem análises históricas e dificultam justificativas técnicas.

Comparabilidade deixa de ser boa prática e passa a ser requisito.

3. Rastreabilidade da decisão

Cada ação — desde uma inspeção em campo até a priorização de uma obra — precisa ter lastro técnico verificável.

Isso implica responder perguntas como:

  • Qual dado embasou a priorização?
  • Qual área foi considerada crítica e por quê?
  • Qual o histórico daquele setor?
  • Qual impacto esperado e qual resultado efetivo?

A trilha do dado se torna parte essencial da gestão.

Por que perdas são um tema territorial

Perdas não acontecem no abstrato.

Elas acontecem em redes, setores, bairros, zonas de pressão, distritos operacionais.

São fenômenos espaciais.

Sem uma visão geográfica estruturada, a companhia enxerga números agregados, mas perde a capacidade de entender:

  • Onde o problema se concentra
  • Como ele evolui ao longo do tempo
  • Quais variáveis operacionais influenciam o comportamento das perdas

É nesse contexto que a inteligência geográfica deixa de ser apoio visual e passa a ser infraestrutura de gestão.

ArcGIS como base de governança e rastreabilidade

Plataformas como o ArcGIS permitem organizar a gestão de perdas a partir de um modelo territorial integrado.

Com uma arquitetura baseada em:

  • ArcGIS Enterprise
  • ArcGIS Online

é possível consolidar:

  • Cadastro técnico georreferenciado
  • Setorização de redes
  • Leituras e inspeções de campo
  • Ordens de serviço
  • Indicadores regulatórios

Tudo em um ambiente único, com controle de acesso, versionamento e histórico.

Do campo ao indicador: uma trilha digital estruturada

Aplicações móveis como:

  • ArcGIS Field Maps
  • ArcGIS Survey123

permitem registrar intervenções e inspeções com:

  • Georreferenciamento automático
  • Validação por formulário estruturado
  • Identificação de responsável
  • Registro temporal

Esses dados alimentam análises e painéis gerenciais em:

  • ArcGIS Dashboards

que conectam operação e decisão em tempo quase real.

O resultado é uma cadeia contínua:
dado → validação → análise espacial → priorização → acompanhamento → reporte.

Essa cadeia é o que sustenta a rastreabilidade exigida pelo novo cenário regulatório.

Impacto estratégico para as companhias

Organizações que estruturam essa base conquistam ganhos objetivos:

  • Redução de decisões baseadas em percepção
  • Priorização mais assertiva de investimentos
  • Melhor integração entre engenharia, operação e gestão
  • Maior transparência para diretoria e órgãos reguladores
  • Redução de risco técnico e institucional

A maturidade passa a ser medida pela capacidade de explicar o processo, não apenas apresentar o resultado.

Um novo padrão de gestão no saneamento

A Resolução 275/2025 sinaliza que o setor caminha para um modelo em que evidência técnica, consistência metodológica e rastreabilidade são pilares estruturais.

Nesse contexto, a tecnologia não é acessório.

É infraestrutura de governança.

Companhias que estruturarem seu território digital, integrarem seus dados e organizarem seus processos decisórios estarão não apenas atendendo à regulação, mas elevando seu padrão de eficiência e credibilidade.

Porque, no novo ciclo do saneamento, reduzir perdas é fundamental.
Mas sustentar cada decisão com dados auditáveis é o que diferencia gestão operacional de gestão estratégica.

 

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FAQ – Perguntas Frequentes

1. A Resolução 275/2025 pode gerar questionamentos regulatórios sobre metodologias já adotadas?

Sim. A norma reforça a necessidade de critérios claros, consistentes e documentados. Metodologias que variam ao longo do tempo sem registro formal podem comprometer comparabilidade histórica e abrir espaço para questionamentos técnicos em auditorias ou revisões regulatórias.

2. Como comprovar a consistência histórica dos indicadores de perdas?

É necessário manter versionamento metodológico, histórico de alterações, registro de premissas e rastreabilidade da base de dados utilizada. Sem trilha documental e digital estruturada, a comparabilidade temporal fica fragilizada.

3. A ausência de rastreabilidade pode gerar risco institucional?

Sim. Em um ambiente regulatório mais rigoroso, não conseguir demonstrar a origem do dado ou o critério de priorização de investimentos pode impactar credibilidade institucional e processos de fiscalização.

4. A resolução impacta decisões de CAPEX e OPEX?

Diretamente. A priorização de investimentos em redução de perdas precisa estar sustentada por evidências técnicas. Decisões baseadas apenas em percepção operacional passam a representar maior risco regulatório e financeiro.

5. Como lidar com dados fragmentados entre sistemas comerciais, operacionais e cadastro técnico?

A fragmentação é um dos principais desafios do setor. O novo cenário exige integração e padronização para garantir consistência dos indicadores. Plataformas como o ArcGIS permitem consolidar informações territoriais, operacionais e regulatórias em um ambiente único, estruturado e auditável.

6. A gestão de perdas passa a ser avaliada como tema de governança corporativa?

Sim. A maturidade da companhia não será analisada apenas pelo percentual de perdas, mas pela qualidade do processo decisório, pela documentação metodológica e pela capacidade de justificar tecnicamente cada ação implementada.

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