Business Intelligence Impulsionando o Geomarketing no Varejo

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Jeferson Cruz

Marketing

Atualmente, muitas empresas de varejo e bens de consumo estão lutando com múltiplos desafios. Trabalhando para fornecer experiências de cliente envolventes e mais personalizadas que oferecem razões convincentes para que os clientes voltem sempre e compre mais produtos e Serviços. Ao mesmo tempo, as empresas estão buscando níveis mais altos de eficiência para manter as margens de lucro em mercados cada vez mais competitivos em praticamente todos os setores.

Vemos e sabemos que os hábitos de consumo mudaram após o início da pandemia, com isso, os avanços em tecnologias facilitadoras desempenham um papel significativo para apoio a tomada de decisões, a ramificação e rapidez do mercado varejista se encaixa dentro deste cenário, onde a demanda por uma análise estratégica pautada em dados reais e com diversas fontes tornou-se crucial.

Aderindo à inteligência de negócios, o varejo consegue coletar dados, visualizar geograficamente e em dashboards aquilo que é necessário para as tomadas de decisões e acompanhar os indicadores chaves, através de BI obtendo insights mais profundos e orientados por dados.

Demografia, economia, relacionamento geográfico e preferências por conveniência nas proximidades, permitiram que as empresas otimizem suas operações para melhor atender às necessidades de seus clientes.

Aí entra um dado interessante, é impressionante que 87% das organizações entendem que os Sistemas de Informações Geográficas (GIS) exercem função importante para seus negócios, porém existem desafios. Parte do problema é o acesso ao dado e a sistemas. Durante anos, o GIS tem sido dominante em especialistas em mapeamento e agências governamentais. Porém, colocando e entregando valor da inteligência de localização junto com seus insights exclusivos nas mãos de pessoas além da equipe de GIS, as organizações podem obter maiores percepções de valor aos negócios de alto valor e orientados por dados para melhorar suas operações. O desafio é deixar de ser apenas “centrado em mapas” para se tornar “centrado em dados”.

É fundamental que as empresas, principalmente de bens de consumo, entendam a natureza mutável de como os clientes consomem seus produtos, onde estão, qual canal, o mix de produtos ideal, concorrentes e onde estarão as próximas oportunidades de crescimento de market share.

Esta ciência de interpretação do mercado mudou significativamente após o início da pandemia, pois passou a exigir análises mais sofisticadas, visto que a dinâmica dos consumidores vem mudando de forma significativa. Para permitir acompanhar esse fenômeno, os executivos devem começar a monitorar e estudar dados próprios, como por exemplo, a sua base de clientes (CRM).

A informação, em conjunto com o Sistemas de Informações Geográficas (SIG), provê um poder analítico amplo para o apoio na tomada de decisões assertivas, pois revelam novos padrões de consumo e comportamento dos clientes, ou seja, suportando processos de decisões inteligentes.

Planejamento / Por que o uso do BI e de dados é tão importante para as decisões estratégicas como o geomarketing?

O uso de dados para planejar campanhas e aumentar receita não é uma novidade, porém, hoje em dia, se tem maior facilidade de acesso às melhores ferramentas capazes de extrair insights e tomar decisões assertivas, que irão, com certeza, impulsionar seu faturamento, baseado em informações ricas e geolocalizadas. Além do mais, você pode utilizar dessas informações para melhorar ainda mais a experiência com seu cliente.

Claro, a eficácia da estratégia de uso vai depender exclusivamente do quanto estamos preparados para usar o BI  Analytics enriquecido com geolocalização. Isso mesmo, GEOLOCALIZAÇÃO, pois ainda embora o e-commerce e digital estejam mais presentes, ainda nos dias de hoje 90% ou mais das ações varejistas ocorrem offline. Agora você imagina poder traçar uma estratégia vencedora de dados, sem considerar a geolocalização como um fator crucial nas análises? Sem conhecer onde está inserido, quem são os outros players ao seu redor, qual perfil de demografia encontro ali, ou até mesmo saber qual tipo de produto essa classe pode demandar em momentos de inconsistência econômica? Arriscado, não é mesmo? Para isso utiliza-se de DATA SCIENCE ANALYTICS e GEOLOCALIZACAO para planejamento estratégico.

Os números são impressionantes. Quando se trata de um varejo de nicho, segundo a experiência da consultoria Company Expert, ter os dados sobre quem é e como se comporta o seu cliente pode resultar em um aumento de vendas entre 30% e 50%, incluindo necessidades, preços, produtos e prestação de serviços.

De um modo geral, nos referimos à localização em inteligência de negócios (BI) como o uso de mapeamento e dados geoespaciais, em combinação com dados de clientes internos de uma empresa, para melhorar a experiência do cliente e processos de negócios subjacentes. A inteligência de localização já está mudando a maneira como as empresas operam e todo esse movimento requer a adoção de novas tecnologias e estratégias inteligentes inovadoras para se manter competitivo.

Aproveitando uma data expressiva de grande movimentação no varejo, por exemplo, a BLACK FRIDAY e junto a ela, como podemos planejar os e-commerces e toda a cadeia de suprimentos para atender a alta demanda e superar as expectativas dos clientes? Como conectar os clientes com o produto certo que eles estão dispostos a comprar? Durante os últimos 5 anos, o interesse dos consumidores nas promoções de Black Friday dobrou. Sendo assim, a importância de um planejamento utilizando BI e geolocalização, possibilita ser mais eficiente considerando algumas variáveis e ajuda na eficácia da data festiva para os negócios, algumas delas são:

  • Onde estão minhas operações?
  • Onde estão concentrados meus clientes e o que eles compram de mim?
  • Centro de distribuição, distribuidores parceiros, dark stores e mini hubs?
  • Onde há reclamações de entregas fora do prazo? Ainda possuo gaps de cobertura?
  • Vale a pena investir em mini hub considerando sortimento de produtos através de predições?
  • Quais impostos são cobrados para transporte na área que estou planejando atuar? Qual o volume? Vale a pena a operação?

A tecnologia é o maior diferencial na experiência de compra dos usuários tanto em e-commerce quanto em canais físicos. Com a aceleração e transformação digital nas operações logísticas e uso de tecnologia geoespacial, cada vez mais latente nas organizações, é essencial usar estas inovações para alcançar melhor desempenho e enfrentar os presentes e novos desafios que permeiam o mundo mais inteligente e complexo.

Essa é a questão fundamental do varejo. Para um cliente comprar um produto, depende de conectar fisicamente o cliente ao produto. O cliente e o produto devem ser reunidos em um local e esse local normalmente é uma loja. Isso requer entender se o cliente está disposto a ir até a loja e os fatores que afetam essa decisão.

Dashboard de Power BI com informações relevantes sobre os canais de vendas.

No mundo do varejo, devido aos novos perfis do consumidor, a resiliência é construída e orientada à dados, reconhecimento de geolocalização, BIs e vontade de fazer diferente.

Com as ferramentas adequadas, é possível tornar real esse tipo de estratégia e te apoiar nestas tarefas trazendo capacidades analíticas para suportar o processo de decisão, se tornando um ativo essencial que irá te proporcionar poder de decisão, diferentemente do que um simples dashboard.

Fatores críticos de sucesso na análise do uso de BI, dados e geolocalização e consumo preditivo que influenciam a decisão

Como usar BI, data analytics e a localização? Abaixo vai algumas sugestões de uso:

  • Predição de Demanda: os consumidores em sua área querem ou precisam do que sua empresa oferece? Tem recorrência de venda? Qual volume? Comparado com uma área ótima para sua operação?
  • Tamanho do mercado: quantos consumidores sua empresa pode segmentar e alcançar? É suficiente para o seu negócio atingir o ponto de equilíbrio e, em seguida, gerar lucro?
  • Indicadores econômicos: os consumidores em sua área têm renda disponível suficiente comprar os produtos ou serviços que sua empresa oferece? Como está sua relação com esta região?
  • Localização: a que distância sua empresa está de onde seus consumidores-alvo moram e é fácil para eles chegarem e saírem da sua loja? Você consegue atender demandas e-commerce nos prazos sugeridos?
  • Saturação do mercado: que outros negócios semelhantes já existem – e por quanto tempo – em uma mesma área? Quais são seus pontos fortes e fracos relativos? Essa área precisa de outro negócio semelhante? O campo competitivo já está muito cheio para romper?
  • Preços: o que seus consumidores-alvo estão dispostos a pagar? Se já existem concorrentes em uma área, como o preço dos produtos e serviços que você oferece para comparar com os de seus concorrentes? Se você não oferece um preço mais baixo, o que seria uma oferta comercial exclusiva que comprove o preço que você está pedindo aos clientes que paguem?
  • Mix de Produtos: está alocando estoque em local onde tem saída de determinado sortimento? Há estoque parado? Há demanda para determinada região? Organização do giro de estoque é fundamental para evitar custos, além de maximizar a experiência do cliente.
  • Fluxo de movimento de pessoas: Como determinada região se comporta? É mais diurna ou noturna? Quais hábitos de circulação, perfis e padrões dizem muito sobre o sucesso da operação dependendo da natureza da empresa e é fundamental analisar para determinados casos?

No setor de varejo, as soluções de inteligência de negócios (BI) desempenham um papel crucial na facilitação e agilização dos processos de tomada de decisão, trabalhado em conjunto com inteligência geográfica, permitindo auxiliar e controlar quebras e perdas e conduzindo outras tarefas analíticas para melhorar a produtividade. Para alcançar o sucesso, as empresas precisam se concentrar no gerenciamento organizacional eficaz e nas práticas eficientes de tratamento de dados. O BI aliado ao GIS dá a tão necessária visibilidade que o setor de varejo exige e, quando bem implementado, pode trazer resultados positivos para a empresa e toda a cadeia de valor envolvida nos processos.

Exemplos de mapas e gráficos combinados para geração de insights e oportunidades de negócios.

 

 

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