Conheça como a Tereos ganhou mais eficiência e controle nas operações aéreas agrícolas

Padronização, automação e uso de geotecnologias transformaram a gestão de drones e aviões, trazendo economia, rastreabilidade e segurança operacional

Imagem Geosistemas

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Esri Official Distributor

A Tereos faz parte de um grupo que opera em quatro continentes, com instalações industriais na Europa, Brasil, África Oriental e Ásia, com muita proximidade com os mercados locais.

A empresa utiliza diferentes matérias-primas agrícolas, com destaque para a cana-de-açúcar e o milho, e mantém suas atividades comerciais, industriais e agrícolas em constante expansão para atender os consumidores com o mesmo compromisso de qualidade em todos os polos operacionais.

Pulverização com voo de drona

Desafios

A operação convivia com baixa padronização e pouca visibilidade sobre os mapas de pós‑voo de drones, enfrentando alguns desafios como:

• Os pilotos enviam PDFs não uniformes, o que obriga o corporativo a compilar dados manualmente e dificulta a rastreabilidade. Além disso, a solução de mercado utilizada à época não atendia ao fluxo de drones e não entregava o nível de granularidade necessário para aviões, os voos (ex.: AirTractor) eram compilados como uma única operação, enquanto a empresa precisa pagar por fazenda e por área efetivamente aplicada.

• Dependência de vários prestadores: a ausência de um processador neutro dos mapas compromete a governança, a auditoria e a conformidade dos pagamentos (como faixa de cobertura e altura de aplicação). No longo prazo, essa falta de conformidade pode gerar prejuízos financeiros incalculáveis.

Hoje, a companhia opera em uma área de aproximadamente 270 a 300 mil hectares, apoiada por um parque de 100 estações meteorológicas, o que reforça sua maturidade no uso de informações ambientais, mas também evidencia a necessidade de integrar essas camadas à gestão das aplicações aéreas.

Como consequência, a equipe se viu forçada a internalizar processos e a criar um fluxo próprio para garantir controle operacional, padronização de dados e segurança nas operações com drones e aviões.

Conheça as soluções desenvolvidas pela Imagem Geosistemas:

1. Padronização da entrada de dados 

Entrada de dados (Drone e Avião)

• Formulários no ArcGIS Survey123 para recebimento das informações dos prestadores com campos como bloco e OS.
• Drones: muitos prestadores enviam os pós-voo via Survey, eliminando e-mails e formatos diferentes.
• Aviões: fluxo semelhante; como há apenas 2 prestadores, o alinhamento operacional é mais simples.

Telas da aplicação ArcGIS Survey 123

Pipeline automatizado diário (sem tratamento manual)

• Script em Python agenda a baixa automática dos anexos do Survey todos os dias.
• Compila os dados em tabelas (base para BI) e gera mapas em PDF via ArcGIS.
• Publicação dos resultados em repositório corporativo e atualização do Power BI.

Mapas operacionais padronizados para pagamento e controle

Cada arquivo recebido vira um mapa padrão para:
• Pagamento por área efetivamente aplicada (em vez de área total);
• Controle de “cauda” (mistura) e verificação de qualidade de aplicação;
• Identificação visual de faixas aplicadas e áreas fora do limite.

Regras técnicas de aplicação (faixa × altura por modelo de drone)

• Padronização criada com apoio de consultoria de aplicação aérea.
• Para cada modelo de drone (ex.: T20), foi definida a altura de voo recomendada e o máximo de faixa aceitável.
• O sistema nunca considera área acima do limite técnico, isso estimula o prestador a operar dentro do padrão (caso contrário, recebe menos área do que poderia).

Painel de gestão e indicadores (Power BI)

• Consolida data de aplicação, data de abertura de OS, tempo para entrega dos logs, cobertura por área e pendências.
• Equipes de operação acompanham diariamente para cobrança de envio, conformidade e acurácia.

2. Agenda de Voo e Segurança

Segurança operacional (Experience Builder + Survey123)

• Agendamento obrigatório pelo prestador até meia-noite do dia anterior indicando blocos que serão sobrevoados (drone/avião).
• O mapa é atualizado de madrugada (~1h) com as operações do dia; o que for enviado hoje entra no ciclo de amanhã.
• Alertas visuais quando há duas operações no mesmo bloco, mitigando conflitos entre avião e drone.

Telas de aplicação Experience Builder

 

Dois fluxos paralelos e complementares

• Fluxo A: Operação & Pagamento (OS e Mapas): acompanha a execução da OS no sistema interno (GRT Agrícola), garante que cada OS gere um mapa (ícone de “grampo”) e consolida status (pendente, em andamento, entregue).
• Fluxo B: Segurança & Agenda de Voo: controla check‑in prévio de drones e aviões para evitar conflito de operações no mesmo bloco ou raio de segurança

Governança por OS (do início ao mapa final)

• Start do processo: a abertura da OS é o gatilho (“ponto zero”) para acompanhamento.
• SLA e status: se a OS ultrapassa 7 dias sem mapa, o painel marca como pendente; ao processar e anexar o mapa, muda para entregue.
• Rastreabilidade completa: campos como frente, bloco, tipo de tratamento (maturador, inseticida etc.), data de abertura e data de aplicação ficam registrados.
• Integração do mapa: após o processamento (pipeline do Guilherme), o link do mapa é lançado e vinculado à linha da OS. Nenhuma OS “se perde” sem seu mapa correspondente.

Agenda de voo com check‑in e bloqueio por raio de segurança

• Check‑in obrigatório até meia‑noite do dia anterior: cada operador informa quais blocos pretende sobrevoar (drone/avião).
• Atualização automática do mapa na madrugada (~1h): as reservas feitas até 23:59 passam a valer no mapa do dia seguinte (Experience Builder).
• Prevenção de conflitos: o sistema aplica regra de raio — se avião realiza check‑in primeiro, drone fica impedido de reservar área conflitante (e vice‑versa).
• Alertas visuais: o painel sinaliza duas operações no mesmo bloco, facilitando ação preventiva da operação.
• Registro operacional diário: a agenda funciona como log de intenção de voo; se houver conflito, o prestador pode não voar naquele bloco e precisa reprogramar.

Regras operacionais & disciplina de processo

• Critério de prioridade: ordem de check‑in define prioridade e bloqueios no raio de segurança.
• Separação por projeto: “Operação & Pagamento” (OS+mapa) e “Segurança & Agenda” (check‑in) são aplicações distintas, porém integradas no dia a dia.

Case de sucesso

A evolução do GIS na Tereos demonstra como a modelagem digital pode ser uma aliada à gestão das operações agrícolas em larga escala, trazendo mais controle, eficiência e inteligência para o negócio. Conheça alguns dos benefícios alcançados:

Benefícios da integração entre drones, aviões e GIS

• Ganho massivo de tempo e escala: o processo antes foi automatizado. Desde outubro de 2025, já foram processados ~200 mil hectares em mapas PDF sem tratamento manual, algo inviável para a rotina de aviões e extremamente difícil nos drones.

• Pagamentos 100% baseados em área efetivamente aplicada: hoje, os pagamentos são feitos com base nos mapas (área de cobertura), ao invés da área total de cana, trazendo precisão e justiça ao processo.

• Economia financeira direta: como a cobertura média diária é ~88%, pagar por cobertura gera ~12% de redução em relação a pagar pela área total. O impacto é recorrente e relevante no volume da operação.

• Melhoria de qualidade operacional: a análise de mapas (especialmente de aviões) evidenciou aplicações fora do perímetro e lacunas em geometrias complexas, pontos que, antes, recebiam como área total. Com o controle, a qualidade aumentou e houve redução de desperdícios.

• Rastreabilidade e conformidade: o pipeline garante lastro técnico (mapa ↔️ pagamento), histórico confiável e melhor auditoria sobre prestadores: o que foi aplicado, onde e quando.

Benefícios da agenda de voo

• Zero atividades órfãs: toda OS tem mapa associado e status claro (acompanhamento ponta‑a‑ponta).

• Segurança reforçada: bloqueio por raio e alertas de conflito entre avião e drone reduzem drasticamente risco operacional.

• Previsibilidade diária: agenda até 23:59 e mapa atualizado na madrugada dão visibilidade antecipada à operação.

• Agilidade na tomada de decisão: divergências (atrasos de mapa, conflito de agenda) ficam evidentes no painel, permitindo intervenção rápida.

• Padronização entre unidades/prestadores: mesmas regras, mesmos prazos e mesma linguagem operacional.


“Sair de pagamento por área total para pagamento por área de cobertura nos deu escala, precisão e economia, com em média, 12% de redução e qualidade operacional visível nos mapas.”

Claudio Honorato – Especialista em Geotecnologia na Tereos

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