O Brasil possui hoje o segundo maior rebanho bovino do mundo, cerca de 220 milhões de cabeças, ocupando aproximadamente 20% do território nacional.

O país se destaca como o maior criador de bovinos destinados ao abate para consumo humano.

O mercado consumidor de carne bovina nacional e principalmente internacional possuem exigências cada vez maiores quando o assunto é controle de qualidade da carne e sua originação.

A pecuária bovina brasileira já entendeu que é fundamental garantir ao consumidor final a confiabilidade de toda a cadeia de fornecimento de carnes. Face, principalmente, ao dado de que 80% de todo o desmatamento, em terras públicas no Brasil na Amazônia e no Cerrado foi ocupado por pastagens.

Neste sentido, a rastreabilidade da cadeia de fornecimento de carnes pode contribuir para que o setor pecuário verifique onde e quando uma anormalidade está acontecendo, facilitando ações corretivas e o planejamento preventivo, visando à melhoria contínua dos processos.

O sistema de rastreabilidade funciona desde o início da cadeia produtiva, controlando o nascimento, o manuseio, o controle de doenças, o abate, transporte, distribuição da carne, certificando assim a origem e sanidade do produto.

Este mecanismo permite identificar a origem do produto desde os pastos até o consumidor, por meio de um conjunto de medidas que possibilitam o controle e monitoramento de todas as atividades da agropecuária. Desta forma, a rastreabilidade comprova que o animal teve uma vida saudável e não provém de áreas desmatadas.

Neste sentido, a espacialização geográfica de áreas destinadas ao rebanho nacional de bovinos é fundamental para que se estabeleça zonas de compra e venda livres de desmatamento. Permitindo também o controle de origem dos fornecedores diretos e indiretos, tendo em vista os critérios socioambientais pré-definidos para toda a cadeia.

Com o apoio de softwares de inteligência geográfica como o Sistema ArcGIS, é possível realizar o cruzamento de informações de fornecedores e propriedades, através da integração de grandes bancos de dados, além de analisar imagens de satélite e identificar de forma rápida focos de desmatamento de modo a impedir o seu avanço, além de apoiar estudos e políticas sustentáveis que promovam a recuperação de terras já desmatadas.

Portanto, o uso de dados geográficos na gestão da cadeia de fornecimento de carnes, é sem dúvida, um poderoso instrumento que passa a contribuir para melhoria dos processos de rastreabilidade, aumentar a sustentabilidade da cadeia e a confiabilidade dos mercados finais na origem da carne consumida.

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