DSG05 | Conversão de Dados Geoespaciais

Diogo Romeo Rosanelli

Desenvolvedor e Consultor GIS

Bem-vindo(a) ao quinto artigo da nossa série “Desvendando os Segredos Geoespaciais“! Hoje, vamos mergulhar no mundo da conversão de dados com o ArcGIS Pro. A conversão é uma etapa crucial para tornar os dados mais acessíveis e utilizáveis em diferentes contextos. Vamos aprender como converter formatos de dados e projeções, possibilitando realizar análises mais abrangentes e assertivas com estes dados.

O objetivo deste quinto artigo é praticar a conversão de dados geoespaciais no ArcGIS Pro. Ao final do dia, você terá adquirido habilidades para converter formatos e sistemas de referência espacial, permitindo que os dados sejam utilizados de forma integrada e coerente em suas análises geoespaciais.

Conhecendo a Importância da Conversão

Como Analistas GIS, lidamos frequentemente com conjuntos de dados geoespaciais provenientes de diversas fontes, cada uma utilizando diferentes formatos e sistemas de referência espacial variados. A conversão é um processo essencial para harmonizar esses dados para que possam ser compatíveis, facilitando sua integração em um único ambiente para consumo das informações.

Ao converter os formatos, podemos transformar dados de uma estrutura para outra, como de Shapefile para Geodatabase ou para KML. Isso nos permite escolher o formato mais adequado para armazenamento e para nossa necessidade, considerando questões de eficiência e capacidade de manipulação. Por exemplo, o formato Geodatabase oferece vantagens em relação à performance e suporte a recursos avançados, tornando-o uma escolha ideal para projetos complexos, já os formatos Shapefile e GeoJSON ganham quanto a transferência de dados. Vale se atentar para as necessidades de seu negócio, pense em qual formato será mais adequado para sua solução.

Convertendo Formatos de Dados

Vamos começar praticando a conversão de formatos. Vamos utilizar o projeto criado no artigo anterior . Durante esse processo, vamos converter as camadas em Shapefile, que é amplamente utilizado, para formatos específicos, conforme a necessidade do projeto.

  1. Abra o ArcGIS Pro e carregue o projeto de mapa que você criou anteriormente. Você deve ter mapeada no Catálogo a pasta onde tem os arquivos Shapefiles importados para o projeto.

2. Vamos agora criar um File Geodatabase. Clique com o botão direito na pasta onde você descompactou os SHPs e selecione a opção Novo (New), e depois File Geodatabase. Ao ser solicitado o nome, informe DSG.gdb. 3. Utilize a ferramenta “Export Features“, na opção Ferramentas (Tools) no menu Análises (Analysis) para convertermos os shapefiles para uma Feature Class no File Geodatabase. Essa conversão permitirá que você explore melhor as funcionalidades avançadas do ArcGIS Pro e otimize a estrutura de armazenamento de seus dados.

Caso na sua versão do ArcGIS Pro seja mais antiga, e não encontre a ferramenta Export Features, busque por Feature Class to Feature Class, que é a versão mais antiga que será descontinuada em breve. Uma Feature Class é um tipo de dado utilizado nos Geodatabases da Esri, que armazena informações geoespaciais com atributos associados. Ela é uma estrutura fundamental na organização e armazenamento de informações geográficas no ArcGIS e permite representar diversos elementos do mundo real, como pontos, linhas e polígonos, cada um com seus atributos específicos.

4. Indique os parâmetros desejados para o processo de conversão. Vamos começar pela camada de Estados. Informe o arquivo Shapefile no parâmetro de entrada, e depois informe o local de destino apontando para o File Geodatabase criado nos passos anteriores, informando também o nome da camada de destino, conforme demonstrado a seguir. Você pode utilizar ainda parâmetros adicionais de filtro, configuração de campos e ordenação de valores. Teste outras etapas de conversão utilizando estes outros parâmetros para verificar as possibilidades.

5. Repita estas etapas para todas as camadas shapefile do projeto.

Convertendo Sistemas de Referência Espacial

Além da conversão de formatos, podemos ainda converter o sistema de referência espacial, outra etapa fundamental nas atividades de geoprocessamento realizadas por um analista GIS. Diferentes fontes de dados podem utilizar sistemas de referência distintos, o que pode resultar em problemas de projeção ao sobrepor as camadas no mesmo mapa e por sua vez de precisão em suas análises. Originalmente em nosso projeto temos camadas utilizando referência espacial SIRGAS 2000 e datum SIRGAS 2000. Um Sistema de Referência Espacial (SRE) é uma estrutura que define um conjunto de coordenadas para localizar pontos, linhas e áreas na superfície da Terra. Ele estabelece um sistema de coordenadas e uma grade que permite representar a localização de elementos geográficos de forma precisa e consistente.

A projeção é responsável por representar a Terra em um plano (mapa), enquanto o datum é responsável por definir a forma e o tamanho do elipsoide utilizado para modelar a Terra em um determinado local, garantindo a precisão e a acurácia das coordenadas geográficas.

Todo SRE possui um identificador único e padronizado, também conhecido como O WKID significa “Well-Known ID” (ID Bem-Conhecido), e nós teremos muito contato com este ID durante as atividades de conversão, pois são utilizados para facilmente identificar o sistema de referência espacial que será utilizado.

Vamos converter nossos dados para o sistema de referência WKID 4326 (GCS WGS84).

1. Selecione uma camada de dados geoespaciais no file geodatabase utilizado no passo anterior.

2. Utilize a ferramenta Projetar (“Project“) para converter a camada para o sistema de referência espacial WKID 4326. Ao realizar essa conversão, você garante que todas as camadas estejam alinhadas corretamente, evitando distorções e garantindo a precisão das análises espaciais.

Para algumas conversões de SRE você precisará especificar uma transformação. Uma transformação geográfica é um processo utilizado para converter coordenadas entre diferentes Sistemas de Referência Espacial (SRE) quando ocorre uma mudança significativa na forma da Terra ou no datum utilizado. Ela é necessária quando os dados a serem projetados ou analisados estão em SREs diferentes e não há uma correspondência direta entre os parâmetros desses sistemas.

Quando um dado é projetado de um SRE para outro, pode haver distorções geométricas resultantes da diferença entre a forma da Terra representada por cada SRE. Essas distorções podem ser causadas por elipsoides diferentes, diferentes centros de projeção ou outras variações nos parâmetros dos SREs.

A transformação geográfica é o processo pelo qual o software de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) realiza os ajustes necessários para corrigir essas distorções e garantir que os dados projetados estejam corretamente alinhados e representados na nova projeção.

3. Projete todas as camadas de nosso projeto mantendo como sufixo _4326 no nome das camadas para identificarmos os dados originais dos dados projetados.

Lembrete

A conversão de dados é uma etapa crucial no processo de análise geoespacial. Ao converter formatos e sistemas de referência, você garante que os dados estejam alinhados e prontos para serem utilizados em análises abrangentes. Como analistas GIS, é essencial dominar esse recurso para trabalhar de forma eficiente com conjuntos de dados variados. Nos próximos artigos, continuaremos a explorar tópicos avançados em geotecnologias, ampliando ainda mais seus conhecimentos.

Continue acompanhando a série de artigos e desafios para desvendar mais segredos geoespaciais!

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