Expansão florestal sustentável: redução de 15 para 1 dia na emissão de relatórios

A CMPC Brasil é uma das principais empresas do setor florestal e de celulose da América Latina, com operações distribuídas por dezenas de municípios e um ambicioso plano de expansão produtiva.

Por meio do Projeto Natureza, a companhia prevê investimentos de aproximadamente R$ 25 bilhões para ampliar sua capacidade em mais de 3 milhões de toneladas de celulose por ano, o que exige cerca de 6,1 milhões de metros cúbicos adicionais de madeira.

Hoje, a operação brasileira envolve cerca de 75 municípios, mais de 1.300 fazendas e aproximadamente 290 mil hectares produtivos, além de extensas áreas destinadas à preservação ambiental.

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Nesse cenário, garantir crescimento com responsabilidade socioambiental exige decisões rápidas, baseadas em dados confiáveis e análises territoriais avançadas.

Foi nesse contexto que a CMPC adotou o ArcGIS como base de sua inteligência territorial.

O desafio: transformar análise territorial em velocidade de negócio

Antes da adoção do GIS corporativo, a prospecção de novas áreas florestais envolvia processos longos e altamente manuais.

Cada avaliação dependia da consolidação de dezenas de variáveis, como:

  • restrições ambientais e legais
  • zoneamento territorial
  • conectividade ecológica
  • viabilidade logística
  • critérios econômicos
  • requisitos de certificação (como FSC)

A geração de relatórios técnicos podia levar até 15 dias por área analisada, criando gargalos para expansão, auditorias e planejamento estratégico.

Além disso, as equipes de campo e os analistas trabalhavam com bases desconectadas, dificultando padronização, rastreabilidade e governança.

A empresa precisava de uma plataforma capaz de integrar dados ambientais, produtivos e econômicos em um único fluxo digital — do mapa à decisão.

Tela do RS+Geo exibindo geração automática de relatórios de viabilidade ambiental, com mapas das fazendas e tabelas técnicas integradas à plataforma ArcGIS.

A solução: RS+Geo e ArcGIS como motor da expansão florestal

Para resolver esse desafio, a CMPC estruturou o RS+Geo, um ecossistema de análise espacial construído sobre a plataforma ArcGIS.

A solução integra:

  • ArcGIS Enterprise como repositório central
  • Mapas interativos de prospecção territorial
  • Modelos automatizados via ModelBuilder (low-code)
  • Dashboards de acompanhamento dos projetos
  • Relatórios ambientais e econômicos gerados automaticamente
  • ArcGIS Survey123 para coleta de dados em campo
  • StoryMaps para suporte a auditorias e certificações

 

Com isso, cada fazenda passa a ser avaliada considerando mais de 40 variáveis simultaneamente, cruzando imagens, dados cadastrais, critérios ambientais e indicadores econômicos em um fluxo totalmente digital.

Os analistas de negócio ganharam acesso direto às bases relevantes e passaram a atuar como “donos do processo”, reduzindo dependências técnicas e acelerando decisões.

Aplicações em destaque

Análise espacial de conversão de áreas

Os painéis permitem comparar cenários históricos e atuais de uso do solo, avaliando conversões por período e identificando áreas produtivas, preservadas e em potencial expansão.

Painel de análise espacial da CMPC mostrando conversão de áreas ao longo do tempo, com mapas comparativos de 1994, 2020 e 2023 integrados ao ArcGIS.
Painel de análise espacial da CMPC mostrando conversão de áreas ao longo do tempo, com mapas comparativos de 1994, 2020 e 2023 integrados ao ArcGIS.

Geração automática de relatórios

O RS+Geo produz relatórios completos de viabilidade ambiental e econômica, combinando mapas, tabelas e indicadores técnicos em poucos cliques — eliminando processos manuais e retrabalho.

Prospecção territorial integrada

Mapas interativos consolidam limites de propriedades, áreas produtivas, restrições legais e imagens atualizadas, oferecendo uma visão única para planejamento florestal em larga escala.

 

Resultados concretos

A adoção do ArcGIS trouxe ganhos diretos de produtividade e precisão:

  • Mais de 1.000 relatórios gerados somente em 2025
  • Redução do tempo médio de geração de relatórios de 15 dias para apenas 1 dia
  • Em análises urgentes, relatórios passaram a ser produzidos em minutos
  • Precisão cartográfica elevada, com diferença inferior a 10% entre mapas prévios e levantamentos pós-voo
  • Padronização completa das análises ambientais e econômicas
  • Integração direta com processos de certificação e auditoria florestal

Na prática, o GIS deixou de ser apenas uma ferramenta técnica e passou a operar como um acelerador de negócios, garantindo viabilidade econômica, conformidade socioambiental e escala operacional.

 

Do território à estratégia

Com o RS+Geo apoiado pelo ArcGIS, a CMPC transformou a inteligência geográfica em um ativo corporativo.

Hoje, a empresa consegue avaliar rapidamente novas áreas, planejar sua expansão florestal com base em evidências e manter elevados padrões de sustentabilidade, mesmo em um ambiente de crescimento acelerado.

Esse case mostra como o GIS pode conectar território, dados e estratégia, apoiando decisões críticas em projetos de bilhões de reais.

 

Quer saber como aplicar inteligência geográfica para acelerar projetos, reduzir prazos e garantir viabilidade ambiental em operações complexas?

Fale com um especialista da Imagem Geosistemas e descubra como o ArcGIS pode apoiar a expansão sustentável do seu negócio.

 

FAQ – Perguntas Frequentes

O que é GIS na gestão florestal?

É o uso de Sistemas de Informação Geográfica para integrar dados ambientais, produtivos e econômicos, apoiando decisões sobre expansão, conservação e operação florestal.

Como o ArcGIS ajudou a CMPC?

Automatizando análises territoriais, acelerando relatórios, integrando dados de campo e garantindo padronização para viabilidade econômica e socioambiental.

Quais ferramentas ArcGIS foram utilizadas?

ArcGIS Enterprise, Mapas interativos, ModelBuilder, Dashboards, Survey123 e StoryMaps.

Quais ganhos práticos foram obtidos?

Redução drástica de prazos, aumento de produtividade, maior precisão cartográfica e integração com processos de certificação.

Esse modelo pode ser replicado em outras empresas?

Sim. A mesma abordagem pode ser aplicada em florestas, mineração, energia, agronegócio e outros setores que dependem de análise territorial complexa.

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