As atividades operacionais e estratégicas do setor sucroenergético são cada vez mais dinâmicas, rápidas e demandam soluções eficientes em tempo real. Veja mais detalhes no artigo abaixo, escrito por mim, João Sobreiro (Analista de Customer Success), em parceria com Jonas Montemovo (Arquiteto de Negócios).

É evidente que a digitalização dos processos é o principal caminho para se atingir a eficiência desejada em tempos tão dinâmicos.

A migração de atividades antes executadas em servidores locais, ou até mesmo em papel, para ambientes digitais conseguem gerar impactos rapidamente de pelo menos 50% de redução de custos (RPA News, 2020)

Um dos principais instrumentos para tomada de decisão nos canaviais são os mapas. Eles nos guiam e compilam informações fundamentais para o direcionamento das ações de campo.

Se você já trabalhou em uma Usina do setor sucroenergético ou até mesmo visitou uma, é possível que tenha se deparado com centenas de cadernos de mapas impressos. Estes mapas são utilizados no dia a dia, em campo e escritório, para direcionar equipes e atividades corriqueiras.

Apesar de consolidada, esta prática de imprimir os cadernos de mapas possui vários gargalos e deficiências. Primeiramente, eles são suscetíveis as intempéries do campo, ou seja, chuva e poeira comprometem o uso e consequentemente acarretam altos custos de uma nova impressão. Além disso, como são estáticos, qualquer alteração no planejamento de uma área ou um retalhonamento por exemplo também demandará novas impressões. Estas consequências vão de desencontro com as diretrizes e boas práticas atuais de economia de papel e recursos.

Para exemplificar, temos abaixo uma imagem de dois desses cadernos, uma para áreas próprias e outro para áreas de fornecedores. Em uma conta rápida podemos extrair números significativos com relação a esses custos.

O caderno próprio tem aproximadamente 700 folhas com impressões frente e verso, já o de fornecedores aproximadamente 400 folhas, se cada impressão custa em média R$0.25, o caderno próprio sai na faixa de R$ 350,00 e o de fornecedor R$ 200,00. Se somarmos a quantidade de pessoas que necessitam desses cadernos, entre líderes e gestores, temos mais ou menos cerca de 80 colaboradores. Pois bem, é necessário um gasto de R$ 44.000,00 toda a safra para a confecção desses cadernos, que como já citamos, são estáticos e não possuem nenhum tipo de atualização.

Com o sistema ArcGIS você conseguirá digitalizar, compartilhar e engajar seus colaboradores no uso de cadernos de safra digitais. Neste artigo, propomos um fluxo com o passo a passo para que você atinja este objetivo. Acompanhe abaixo:

1. Importando seus dados em um Geodatabase

O primeiro passo é importar o arquivo .SHP com os talhões para que possamos criar o nosso geodatabase (GDB):

Depois que o arquivo .SHP for importado, será o momento de criarmos o GDB, para isso: botão direito sobre a camada talhões > Data > Export Features.

Podemos ver o nosso GDB criado na aba Catalog:

2. Criando a tematização de camadas

Esse é um passo importante, pois iremos tematizar os nossos talhões utilizando os dados que temos na nossa tabela de atributos, dados esses que são o espelho do sistema ERP.

Vamos clicar com o botão direito sobre a camada e escolher a opção Symbology:

A aba Symbology é aberta. Aqui iremos configurar a nossa tematização. Em Primary Symbology vamos escolher a opção Unique Values:

No campo Field 1 vamos escolher qual será o tema adotado, no nosso caso escolhemos o campo Vínculo que significa a diferenciação de áreas próprias e fornecedoras. As classes já são ajustadas na nossa análise.

E o nosso mapa fica da seguinte forma depois da tematização:

E com mais temas adicionados:

3. Compartilhando seus dados no ArcGIS Online ou ArcGIS Enterprise

Depois que os nossos temas de interesse forem criados é o momento de compartilhar esses dados para que a nossa corporação tenha acesso, seja em aplicações ou em apps de campo.

Na aba Share clicamos em Web Map:

A seguinte tela é aberta para configurar o compartilhamento onde alguns dados devem ser preenchidos para o correto compartilhamento. Depois que forem preenchidos basta clicar em Analyze e depois Share, para que os dados subam para o ArcGIS Enterprise ou ArcGIS Online.

4. Habilitando o mapa para uso offline

No nosso Portal do ArcGIS Enterprise ou ArcGIS Online vamos clicar no Web Map e depois em Abrir no Field Maps para alterar as configurações para ser utilizado o mapa offline:

Depois clicamos na guia Offline:

E habilitamos o modo offline:

Agora o mapa pode ser usado no aplicativo Field Maps e ser feito download para uso offline pelo colaborador de campo.

5. Utilizando o Field Maps em campo

No Aplicativo podemos configurar a área offline para que o trabalhador de campo utilize em locais que não tenham acesso à internet. Basta clicar nos pontinhos(…) e Adicionar Área Offline.

Nesse momento vamos configurar a área de interesse e o nível de detalhe:

Mudamos o nível para Rua, para aumentar a área de download:

Agora basta clicar em Área de Download para utilizar o mapa offline:

6. Utilizando o ArcGIS Field Maps e o Caderno de Safra digital em campo

Por último, veja no vídeo abaixo como podemos utilizar o ArcGIS Field Maps em campo e navegar até nossa área de interesse com o ArcGIS Navigator:

Se interessou pelo conteúdo acima? Então clique abaixo e assista ao vídeo completo do Lançamento Oficial do ArcGIS 2021, o maior lançamento da Esri no ano, você vai adorar!

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