A aceleração no desencadear das mudanças climáticas ao longo das décadas mais recentes é consenso para a comunidade científica. Embora ainda não se possa quantificar, é notório que o clima e o meio ambiente está sendo alterado pelo homem.

O aumento das temperaturas é devido a uma mudança no equilíbrio de energia entre sistema e espaço e a quebra deste equilíbrio gera uma extensa amplitude de impactos, englobando desde ocorrências pontuais a desastres naturais significativos. Em última instância, tais alterações induzidas por atividades humanas são capazes de gerar grandes catástrofes globais.

Dentre os impactos mais perceptíveis relacionados às alterações do clima terrestre, é possível destacar:

  • A mudança na distribuição temporal dificulta o planejamento de cultivos, afetando fortemente o setor agrícola.
  • Alterações nas temperaturas, tanto de modo positivo bem como negativo, isso decorre do fato de que ondas de calor e extremos de frio podem ser induzidas pelo desequilíbrio no balanço energético.
  • Maior incidência de tempestades e de eventos relacionados a elas, tais como vendavais, tornados, granizo e descargas elétricas atmosféricas. Dessa forma, os impactos dessas tempestades tem sido cada vez danosos, afetando os setores agrícolas, industriais e comerciais. As atividades cotidianas da população também são diretamente impactadas por estes eventos.
  • Alterações no fluxo e direção predominante dos ventos podem afetar diretamente o clima de um local, os impactos de tais mudanças podem atingir operações que apresentem grande sensibilidade ao fluxo e direção do deslocamento do ar como, por exemplo, operações aeroportuárias.
  • Mudanças na temperatura das águas oceânicas e na dinâmica das correntes marinhas, os oceanos consistem em ambientes muito sensíveis a mudanças. A vida marinha pode ser severamente afetada por pequenas alterações na temperatura das águas, tendo dificuldades de adaptação diante de mudanças muito abruptas.
gis, indústria e meio ambiente - imagem 1

Ferramenta ESRI para detecção de mudanças baseada em Imagens do satélite Landsat mostrando o recuo no nível do mar Morto no Oriente Médio. Em rosa está demarcada a diferença entre à área ocupada pelas águas em 1974 em relação às suas margens atuais.


gis, indústria e meio ambiente - imagem 2

Uma rápida comparação feita com a ferramenta Landsat Explorer permite perceber nítida redução na extensão da camada de gelo que recobre o topo do monte Kilimanjaro, na fronteira entre Tanzânia e Quênia.

Considerando a ampla gama de impactos vinculados às alterações no meio ambiente, inevitavelmente surgem questões a respeito de como seria possível minimizar e remediar os impactos desse fenômeno.


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Neste sentido, é essencial o desenvolvimento de metodologias para se lidar com tal situação.

Muitas vezes uma das formas encontradas é o engajamento de toda a comunidade por meio de ações propositivas que culminam em projetos voltados a diminuir eventuais danos decorrentes das atividades exercidas pela indústria.

Quando não é possível evitar os danos relacionados à atividade, são empreendidas ações de compensação ambiental. O objetivo primário de tais atividades é obter formas de se mitigar eventuais problemas ambientais, os quais poderiam ter seus impactos propagados em escala local, regional e até mesmo global.

Como o GIS pode ser útil diante dessa situação?

Lidar com os impactos das atividades antrópicas é desafiador. Há de se salientar que, se por um lado o meio ambiente deve ser preservado, na outra ponta temos o fato de que as atividades industriais são de suma importância para o desenvolvimento humano e para a manutenção da sociedade.

Desse modo é muito importante que se procure o ponto de equilíbrio entre desenvolvimento e proteção do meio ambiente, de forma que ambos coexistam harmonicamente. Neste aspecto, o apoio de instrumental tecnológico é essencial e as ferramentas GIS consistem em um excelente instrumento de apoio para possibilitar a conquista deste avanço.

A utilização de tecnologia GIS é capaz de melhorar a eficiência das operações de diversos setores industriais possibilitando a redução na emissão de poluentes.

Aplicar melhorias na definição de rotas de transporte, por exemplo, se traduz em redução na emissão de carbono na atmosfera e na economia de um significativo montante financeiro. O monitoramento de dutos é capaz de possibilitar resposta rápida diante de vazamentos, evitando a ocorrência de desastres ambientais.

Considerando o panorama de modificação no padrão das chuvas, certamente ocorrem alterações na estabilidade dos sistemas, deixando intervenções de grandes proporções como barragens, cavas, perfurações, taludes e aterros mais suscetíveis ao surgimento de movimentações de solo não previstas nos estudos iniciais.

A instalação de redes de monitoramento integrados via plataformas GIS permite a visualização dos seus dados de forma especializada, dando condições rápidas para ação diante de quaisquer alterações em seus parâmetros, auxiliando a se evitar perdas humanas diante dessa nova realidade.

A adoção de uma plataforma GIS bem estruturada certamente é capaz de gerar bons resultados, levando ao aumento dos níveis de proteção ambiental e melhoria da produtividade de inúmeros setores industriais. O acompanhamento de dados geoespacializados permite a realização de monitoramento aprofundado das atividades, auxiliando na identificação de eventuais passivos ambientais e apoiando na resolução dos problemas encontrados.

Por fim, vale destacar que a utilização de GIS serve como plano de fundo para o desenvolvimento de uma série de ações capazes de deixar evidente o nível de responsabilidade socioambiental de uma empresa. Destaca-se que atitudes como estas são capazes de proporcionar melhorias à imagem da companhia diante de agentes reguladores e sobretudo, perante à população.


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