O “business intelligence” ou Inteligência de negócios (BI) é um termo popular e abrangente que vem sendo usado há muito tempo, e mais recentemente, com as novas tecnologias, vem causando uma transformação significativa nas rotinas da mineração e da exploração mineral.

O seu principal objetivo consiste em compartilhar informações de modo a auxiliar nas tomadas de decisões, gerar mudanças positivas, eliminar a ineficiência dos processos produtivos e se adaptar rapidamente às mudanças estratégicas das corporações.

Na exploração mineral (greenfield, brownfield), o uso da inteligência artificial e geográfica associada a automatização de processos, ferramentas Low Code, plataformas de colaboração e construção dos dashboards de monitoramento, vem trazendo agilidade nos levantamentos/inspeções de campo e nas etapas de detalhamento no galpão de sondagem, incluindo a validação dos dados de acordo as normas modernas de QA/QC.

Na Geologia de Exploração da Pilar Gold, toda a coleta de informações Geológicas é feita por tablet que contém formulários automatizados elaborados no Survey123, e que seguem fluxos de automação robótica através da interação dos serviços do Office 360 da Microsoft com o sistema ArcGIS Online.

No exemplo acima são utilizados métodos modernos de coleta de dados de sondagem, de forma mais rápida e mais eficiente que os métodos analógicos tradicionais. Além disso, são produzidos um conjunto de dados muito maiores por meio de abordagens estatísticas associadas a filtros e algoritmos que permitem identificar e comunicar dados espúrios e/ou conflitantes quase em tempo real aos geólogos de pesquisa.

Portanto, a chave para as tomadas de decisões corretas, seja na exploração mineral, produção ou operação de mina, é a disponibilidade de dados precisos de vários sistemas combinados com análises em tempo real. Desse modo, além de fornecer insights para a tomada de decisões, as ferramentas de “business intelligence” podem fornecer soluções preditivas em torno das decisões estratégicas e relatar métricas e KPIs nos diversos setores.

E tudo isso apenas com mudanças na aplicabilidade de ferramentas já existentes, sem necessidade de aumento de custos e dependência de fornecedores externos.

E isso é só a ponta do iceberg. Uma vez que as ferramentas modernas de coleta de dados incluem aplicativos em smartphones, iPads e drones que coletam imagens de alta resolução com LiDAR e/ou fotogrametria.

Em última análise, essas novas ferramentas precisam ser incorporadas aos currículos de graduação e cursos técnicos em geociências, de modo a atender a crescente demanda do mercado de mineração por melhorias contínuas do seu processo produtivo.

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