Como podemos contextualizar e entender essa carreira complexa e em crescimento que é a do geoprocessamento?

As atividades que envolvem o geoprocessamento continuam, até o momento, sendo realizadas nos mais diversos setores. Em alguns segmentos, a tendência é, inclusive, de crescimento.

Atualmente, as organizações mais dinâmicas e em expansão procuram atender suas demandas de inteligência espacial contando com equipes de profissionais que tenham experiência, tanto técnica quanto analítica, com softwares de geoprocessamento, programação e outras competências diferenciadas na área de GIS.

As empresas mais jovens e disruptivas, no ramo da tecnologia ou do transporte, por exemplo, já perceberam a importância da integração do aspecto “espacial” ao seu cuidado com os dados e com a informação.

Mas o que é geoprocessamento, afinal?

O Geoprocessamento é a atividade de coletar e tratar informações espacialmente referenciadas para um dado objetivo. Os Sistemas de Informação Geográfica, “SIG” ou, em inglês, “GIS” (Geographic Information System), são sistemas específicos, pelos quais as atividades que envolvem o geoprocessamento são executadas.

Sistemas de geoprocessamento são destinados ao processamento de dados referenciados geograficamente (ou georreferenciados), partindo de sua coleta até a geração de mapas, relatórios, arquivos digitais, etc.

Uma carreira de futuro

Com o avanço da inteligência artificial, é necessário refletir com cuidado sobre as carreiras nas quais vale a pena investir. Há carreiras que já foram valiosas no passado, cujas atribuições e atividades, na atualidade, foram totalmente substituídas por máquinas.

Como as tecnologias de GIS estão evoluindo junto com as demandas da sociedade e podem ser utilizadas em diversos setores e para inúmeras finalidades, a carreira do profissional de geoprocessamento está crescendo mais do que nunca.

O bacharel geógrafo é o profissional com a formação mais comumente associada ao analista em geoprocessamento. Ele possui uma formação muito ampla e bastante completa, que traz conceitos e teorias importantes para o exercício da profissão. No entanto, o geoprocessamento, hoje, é muito mais abrangente do que costumava ser.

Um profissional não precisa ser Geógrafo ou Engenheiro Cartógrafo para seguir essa carreira. Com a disseminação dos conhecimentos em geoprocessamento, várias áreas utilizam dessas tecnologias e conhecimentos em suas rotinas. Biólogos, arquitetos e mesmo profissionais da saúde utilizam os mapas para análise na área da epidemiologia.

Como essa atividade está inserida dentro do setor da tecnologia da informação, as perspectivas para o futuro do profissional que escolhe essa carreira são muito positivas, tendo em vista que há uma disponibilidade crescente de ferramentas e apps destinados ao trabalho em geoprocessamento. As tecnologias em desenvolvimento no setor são inúmeras e o cenário é muito animador.


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Por que seguir carreira em geoprocessamento?

Analisando o panorama do mercado, essa é uma carreira em valorização. De acordo com um relatório da P&S Market Research, só no ano de 2018, o mercado de GIS foi avaliado em US $ 10,8 bilhões, e deve chegar a US $ 19,7 bilhões até 2024. Esse aumento não é só numérico. Há uma proporção crescente em demandas por topógrafos, cartógrafos, fotogrametristas, bem como analistas e especialistas em geoprocessamento e GIS.

Profissionais que utilizam o geoprocessamento no cotidiano sabem que essa área é muito flexível, tanto em relação aos setores nos quais se pode trabalhar, quanto em relação ao estilo de trabalho, que pode envolver atividades de campo, in loco, ou que pode ser realizada apenas remotamente, ou por home office.

As informações espaciais podem ser utilizadas em setores públicos e privados, em segmentos como a agricultura, ecologia, economia e muitos outros. A ocupação profissional é muito diversa: cientistas climáticos podem fornecer análises para diferentes departamentos governamentais, geógrafos da saúde podem criar mapas para identificar e impedir a propagação de doenças e desenvolvedores podem construir aplicações em GIS para integrar diferentes soluções de negócios.

As habilidades e competências em geoprocessamento e GIS, desenvolvidas pelo profissional, possibilitam a ele ajudar a desenvolver projetos para melhorar a vida das pessoas, a conservação de um habitat, aperfeiçoar infraestruturas, expandir um negócio ou otimizar operações.

Tais habilidades e competências podem melhorar a compreensão humana dos fatores sociais, geográficos e temporais que contribuem para alguns dos problemas mais desafiadores do mundo.

Por onde começar?

Se você se interessou pela profissão, saiba que o caminho para construir uma carreira de sucesso na área de geoprocessamento é investir em capacitação. Isso envolve conhecimentos, tanto práticos quanto teóricos, em cartografia, GIS, análise espacial, gerenciamento de banco de dados, tecnologias web e programação.

A dica é…

Invista primeiro em capacitações introdutórias, que ensinem o uso dos softwares, apps e ferramentas técnicas, passe para estudos mais analíticos e metodológicos, e depois avance para cursos mais específicos e avançados.

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