Para uma grande empresa de Saneamento como a Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental no Distrito Federal), os desafios de gestão e operação são inúmeros em relação ao abastecimento de água para mais de 3 milhões de habitantes. Neste caso de sucesso, a integração do ArcGIS e BI foi o grande destaque.

Com mais de 640 mil ligações ativas, a companhia conta com um faturamento anual de R$ 1.6 bilhões por ano, no entanto um grande desafio relacionado à sua carteira aberta de clientes, ou seja, a receita a receber, despertou a atenção da diretoria e da área de inteligência competitiva.

Com um nível de inadimplência em torno de R$ 1 bilhão, distribuído entre 253 mil clientes, a Caesb enfrentava uma realidade crítica que comprometia parte de seu faturamento: 39% de seus clientes ativos tinham alguma pendência financeira com a empresa.

Como resolver essa questão e recuperar a receita perdida?

Tudo começou a partir de um trabalho integrado entre as equipes das áreas de cadastro técnico, comercial, geoprocessamento e TI, com foco em estabelecer uma gestão eficiente da inadimplência na companhia.

“Nossa visão sobre esse tema até pouco tempo atrás era muito difícil de ser obtida. Precisávamos alocar um profissional da área comercial para extrair os dados do sistema de billing e elaborar relatórios e planilhas manualmente. Com a implantação do sistema de BI pela equipe de TI, essa realidade mudou. Atualmente, nosso diretor comercial possui acesso a um dashboard atualizado automaticamente, no qual consegue analisar e entender o comportamento da inadimplência, observando por exemplo, os números em cada escritório regional, a curva de crescimento das dívidas e o quanto a empresa tem conseguido recuperar das mesmas.”

Carlos Eduardo Machado Pires,
Gerente de Geoprocessamento da Caesb.

Integrando ArcGIS e BI

Com a implantação do BI, a companhia revolucionou a forma de fazer a gestão da inadimplência, uma vez que ao conhecer o tamanho e os detalhes dessa realidade, a diretoria pôde concentrar esforços para definir estratégias e planos de ação, com foco em resgatar parte da receita perdida.

Apesar dessa evolução, a equipe continuava a se questionar, se seria possível ir além. Seria possível considerar outras perspectivas que aprimorassem ainda mais a capacidade de análise e os resultados da empresa? E é nesse contexto que entrou a visão espacial.

“O GIS veio agregar valor às análises que o BI nos trouxe. Ao incorporar a inteligência espacial, nós conseguimos potencializar a capacidade analítica para diversas tomadas de decisão.”

– explica Carlos Eduardo.


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A partir da integração da plataforma ArcGIS e BI, a Caesb passou a ter nova perspectiva na gestão da inadimplência. Com esse novo olhar, começaram a perceber coisas como: as áreas com maior potencial de retorno para ações de cobrança, como alocar melhor os recursos da companhia por região administrativa e até mesmo a possibilidade de correlação entre inadimplência e histórico de ordens de serviço.

Para produzir esses dados, foi considerado um histórico de quinze anos com mais de seis milhões de registros. Na operação em si dessa integração, o BI executa um agrupamento da dívida considerando idade, valor nominal e atualização do montante devido enquanto que dentro do Insights for ArcGIS esses dados são associados às unidades consumidoras e especializados.

Além disso, variáveis socioeconômicas são transferidas por associação geográfica, o que permite inferir os perfis de renda para cada unidade consumidora. Desta forma, é possível gerar, por exemplo, mapas de distribuição dos inadimplentes no espaço e no tempo, que possibilitam analisar onde estão os grupos de devedores mais antigos assim como a relação entre a idade e o valor da dívida.

“Esse tipo de insight tem mostrado para nossa equipe onde estão as chances mais assertivas de sucesso nas ações de recuperação da receita e os estão os maiores riscos de calote.”

– explica o gestor.


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ArcGIS e BI


As análises espaciais levaram a Caesb a outra conclusão importante: os mapas que consideram dados socioeconômicos, revelaram clientes com dívidas impagáveis, ou seja, clientes com dívidas muito superiores à sua capacidade de pagamento. Assim, a empresa já está estudando junto ao órgão regulador novas estratégias para evitar e prevenir esse tipo de situação como, por exemplo, uma cobrança de tarifa social.

O GIS também tem contribuído na definição de estratégias para distribuição das equipes que atuam na recuperação das receitas e até mesmo na terceirização dessas cobranças considerando o potencial de dívidas e o potencial de resgate em cada escritório regional.

Outra aplicação que usa o GIS são as ações de corte no serviço. Por uma questão regulatória, a Caesb tem uma janela de 30 a 120 dias para cortar o abastecimento dos clientes devedores. No entanto, com mais de 250 mil inadimplentes, a capacidade da equipe de realizar cortes é pequena.

Por isso, o GIS tem sido utilizado para planejar esse tipo de ação, considerando idade, valor da dívida, a reincidência do cliente e o componente espacial para criar rotas que permitem em um curto intervalo de tempo, realizar a maior quantidade possível de cortes.

O time de inteligência da Caesb está analisando uma outra hipótese: relacionar as ordens corretivas na rede x a incidência de inadimplência.

Segundo dados preliminares, há cerca de 90% de correlação entre essas duas variáveis e a equipe estuda novas análises utilizando o GIS para aprofundar esse entendimento e traçar planos de ação que contribuam para a melhoria desse cenário.

A Caesb dá exemplo de como tirar o maior proveito da análise espacial, combinando mapas aos demais sistemas corporativos para conectar milhões de dados de maneira estratégica, capazes de trazer insights de valor para seu negócio, melhorando o processo de tomada de decisão e, principalmente, os resultados da companhia.

A Transformação Digital na Caesb

Pioneira na utilização do GIS no setor de saneamento no Brasil, a Caesb vem desde 2013 revolucionado seu processo operacional e de gestão, desde a otimização da coleta de dados em campo até integração de dados corporativos e a geração de indicadores e dashboards estratégicos.

Referência em Transformação Digital, em 2016, a companhia utilizou o GIS para a detecção e o combate às ligações clandestinas e para o planejamento de manutenções preventivas nas redes, o que resultou em R$ 5 milhões em redução de gastos em 2017.

Se quer saber mais, assista ao VÍDEO COMPLETO da Caesb e veja mais detalhes desse CASO DE SUCESSO!


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