Você já deve ter notado que está acontecendo uma mudança na maioria das grandes cidades do Brasil. Aos poucos, uma a uma, estão percebendo a necessidade de se aproximar dos seus cidadãos, fornecendo acesso fácil a dados espaciais abertos e aplicativos de mapas interativos. Isso sem contar a disponibilização desses dados para as próprias secretarias dos municípios, que trabalham cada vez mais integradas e de forma colaborativa em prol da resolução de problemas que impactam o dia a dia da população. Neste contexto, entramos mais uma vez no assunto de Transformação Digital.

A realidade é que muitas cidades já possuem um Sistema de Informações Geográficas (GIS) que impulsiona essa transformação, no entanto, diversos órgãos governamentais municipais ainda não coletam seus próprios dados georreferenciados ou não compartilham essas informações com os colaboradores e cidadãos.

É por isso que, pouco a pouco, as prefeituras brasileiras estão aperfeiçoando sua gestão com base nesse tipo de plataforma.

E, qual resultado podemos esperar desse processo de transformação digital?

Para os colaboradores das secretarias municipais, o benefício está no compartilhamento de informações que traz autonomia e agiliza processos diários de trabalho, graças ao acesso a dados atualizados.

Imagine por exemplo, a secretaria de cultura com acesso à mesma base de dados georreferenciada que a secretaria da educação. Olhando as mesmas informações, esses órgãos podem trabalhar em sinergia, melhorando os serviços de cultura como atividades de lazer oferecidas à população que têm algum tipo de relação com as escolas municipais.


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Por outro lado, quando pensamos no cidadão, o resultado também é extremamente positivo. O desenvolvimento do GIS favorece a transparência para a população que está cada vez mais interessada em saber o que se passa na gestão pública e ter acesso aos serviços de forma simples e sem burocracia.

Com o GIS, é possível disponibilizar plataformas online e apps para que o cidadão possa se informar melhor sobre os serviços, as obras e as atividades relacionadas à habitação, transporte, impostos, lazer, recreação e muito mais.

É assim que funciona uma cidade inteligente, com dados espaciais abertos e conectados permitindo que todos – planejadores, gestores e cidadãos – entendam o que precisa ser feito na cidade e acessem as ferramentas adequadas para atingir essas metas. Para construir esse modelo é necessário seguir algumas etapas, que passam por organizar e disponibilizar os dados geográficos e recursos para explorá-los por meio de portais e de aplicativos e, por fim, promover o engajamento entre todos esses públicos.

Disponibilizando dados à população

Todos sabemos que uma imagem vale mais que mil palavras.

Posso citar o exemplo da Prefeitura de Vitória, capital do estado do Espírito Santo que reúne aproximadamente 212 mil habitantes.

Com objetivo de atender uma grande demanda da população que deseja encontrar a localização de diversas infraestruturas da cidade, a prefeitura lançou em 2016 o portal Geoweb, que facilita o acesso às informações georreferenciadas do município. O acesso ao portal, que foi recentemente atualizado com ferramentas mais modernas, é gratuito e oferece uma interface dinâmica e responsiva, o que permite que a base de mapas seja acessada em desktop ou dispositivo móvel.

Isto acontece porque a gestão pública da cidade tem como premissa um governo R.E.T.O, isto é, Rápido, Eficiente, Transparente e Online. E, com base nessa visão, investe em plataformas que possam disponibilizar dados para os cidadãos como o GeoWeb, que está em constante desenvolvimento, para ser um acervo de informações espaciais oferecendo acesso fácil e rápido aos maishttps://blog.img.com.br/wp-admin/users.php diversos serviços da cidade.

Evoluindo para o mundo dos apps

Com aumento crescente no uso da internet móvel, os governos locais de muitas partes do mundo têm investido para além de portais com informações geográficas. Eles estão disponibilizando apps para que os cidadãos interajam com os serviços públicos por meio de seus smartphones e tablets.

Seguindo essa tendência global, a Prefeitura de Vitória também tem investido para desenvolver cada vez mais os serviços de mobilidade na cidade.

Com as frequentes atualizações, o GeoWeb evoluiu e funciona hoje como um grande acervo de localizações espaciais e de soluções disponíveis para os cidadãos. Por meio dele é possível fazer diversas consultas das mais simples, como geolocalização das Feiras Comunitárias, Academias Populares, até as mais complexas, como Territórios dos CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) e Saúde, tudo isso através de um simples clique.

Avançando nessa direção, a prefeitura se beneficia com a Transformação Digital, oferecendo recursos e serviços que permitem engajar o cidadão com a gestão pública de maneira rápida, eficiente e transparente.

Essa conexão só é possível graças ao GIS, uma poderosa ferramenta na construção de apps e portais que melhoram o cotidiano das pessoas.

“Cerca de 80% das funções de uma prefeitura utilizam informações que envolvem localização geográfica, os problemas a serem resolvidos possuem uma localização, e as ações da administração municipal acontecem em algum lugar, ou seja, tudo acontece em algum lugar. Assim, ter a geometria (informações espaciais) e os atributos (informações alfanuméricas) são essenciais para o planejamento das ações da municipalidade e agilidade na resolução de problemas. Essa é a função principal do GIS, que tem sido essencial para atingirmos esses objetivos”, explica o Prefeito da Prefeitura de Vitória, Luciano Rezende.

Rumo à uma cidade inteligente

Podemos ver que cedo ou tarde, as cidades vão caminhar para se transformar em cidades inteligentes. Isto porque o mundo digital é a realidade em que grande parte dos cidadãos já vive hoje.

Estamos na era dos apps e da informação disponível a um clique. Essa realidade se confirma na Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas realizada em 2018 pela Fundação Getúlio Vargas. Se olharmos apenas o Brasil, já são mais 220 milhões de smartphones ativos no país.

De forma geral, nossa sociedade deseja que os governos ofereçam uma forma de engajamento cada vez mais fácil, prática e acessível. Para isso, é necessário que algumas prefeituras evoluam suas operações, investindo mais na atualização dos seus sistemas de informação, acompanhando a onda da transformação digital, que revolucionou nossos padrões de vida com a conectividade, a velocidade e a disponibilidade das informações.

O GIS é, sem dúvida, uma maneira escalável para que os governos coletem, mantenham e compartilhem facilmente as informações com os cidadãos.


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