Veja neste artigo, que está impulsionando a integração GIS e BIM como um fator importante para os desafios das altas e crescentes demandas por infraestrutura e construções inteligentes, envolvendo o setor de AEC e governos em todas as suas esferas, e quais as vantagens da união desses dois universos.

A urbanização em massa, o crescimento populacional e os requisitos de habitação humana imprimem a necessidade pela construção de edifícios e de infraestrutura capaz de atender a uma demanda crescente, através da expansão de investimentos em obras realizados por Governos e do setor de arquitetura, engenharia e construção (AEC).

Para a viabilizar essa demanda, entretanto, é necessário um esforço concentrado, incluindo a implementação de fluxos de trabalho mais eficientes.

A integração de processos e tecnologias de modelagem de informações de construção (BIM) e sistemas de informações geográficas (GIS) pode contribuir significativamente para ajudar os Governos e as empresas de AEC a enfrentar esses desafios.

As demandas por infraestrutura urbana, habitacional e de logística precisam ter suas metas atingidas ao mesmo tempo em que seja possível oferecer uma vida sustentável e de alta qualidade para as pessoas e garantir a proteção do meio ambiente.

Para isso, se faz necessário um esforço contínuo, além de coordenação, comunicação e cooperação mais eficientes e eficazes entre governos nacionais, estaduais e locais, as empresas de AEC, investidores/desenvolvedores e demais partes interessadas.

É fato que as tecnologias podem contribuir para atingir esse objetivo de várias maneiras, como simplificar os processos de trabalho, compartilhar informações e visualizar os desenvolvimentos de construção e infraestrutura propostos.

Integração GIS e BIM de ponta a ponta em um projeto

GIS e BIM são dois processos e ferramentas principais que suportam todas as fases do ciclo de vida de um projeto: planejar, projetar, construir e operar.

A modelagem BIM fornece informações detalhadas sobre edifícios e ativos de infraestrutura. O processo BIM cria um banco de dados integrado de um ativo que inclui uma representação digital 3D de suas características físicas e funcionais, e extensos dados alfanuméricos sobre componentes/objetos associados.

É um recurso de informações compartilhadas que oferece suporte ao gerenciamento, coordenação, colaboração e simulação de documentos. O BIM fornece uma base confiável para as equipes de projeto tomarem decisões ao longo do ciclo de vida do projeto.

O GIS fornece informações sobre esses ativos no contexto geográfico, sendo capaz de reproduzir os ambientes naturais e construídos e agregar outros fatores vitais, como considerações demográficas, socioeconômicas e ambientais.

É uma estrutura para reunir, integrar, gerenciar, analisar e visualizar dados geoespaciais, usando mapas e cenas 3D. Com esse recurso exclusivo, o GIS revela percepções mais profundas dos dados, como padrões e relações espaciais.

Em última análise, isso ajuda os usuários a tomar decisões com embasamento em informações confiáveis sobre a operação e manutenção dos ativos.

Tanto o BIM quanto o GIS desempenham papéis únicos e valiosos no suporte ao ciclo de vida de projetos de construção e infraestrutura.

No entanto, há uma necessidade significativa de integrar efetivamente essas ferramentas no nível do fluxo de trabalho, para que os participantes do projeto e as partes interessadas possam capitalizar seus recursos e benefícios.

A transformação digital, por meio da adoção de avanços tecnológicos, é uma força motriz nos projetos de engenharia e construção.

As vantagens de usar GIS e BIM

A adoção do GIS e BIM apoia essa transformação e permite a redução de silos internos entre temas, a simplificação dos fluxos de trabalho e o aumento da produtividade e da capacidade de colaboração com as partes interessadas internas e externas, através de benefícios e vantagens como:

  • Capitalizar os investimentos existentes em software BIM e GIS para aumentar o retorno sobre o investimento (ROI).

  • Avançar na compreensão de projetos no contexto de sua localização: o que é construído assim como fatores ambientais, demográficos, econômicos e outros mais amplos.

  • Habilitar fluxos de trabalho colaborativos que minimizam a perda de dados e reduzem as ineficiências.

  • Tomar decisões com embasamento em informações precisas para acelerar a entrega do projeto e melhorar as operações e manutenção dos ativos concluídos.

  • Apoiar arquitetos, engenheiros e equipes de GIS a trabalharem em conjunto com mais eficiência, para colocar dados no centro, remover silos e conectar fluxos de trabalho.

  • Permitir que arquitetos e engenheiros projetem edifícios e infraestrutura mais inteligentes e eficientes.

  • Compreender os impactos dessas estruturas no meio ambiente.

  • Coletar e analisar dados de campo.

  • Melhorar a comunicação com os principais interessados.

  • Conectar os sistemas de registro existentes para criar uma fonte federada de verdade que ajude a minimizar erros e atrasos dispendiosos em relação às decisões críticas de design.


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Impulsionando o uso de GIS e BIM

Um impulsionador da adoção das tecnologias que promovem a integração GIS e BIM é o número crescente de entidades governamentais que exigem vários níveis de padrões BIM para a entrega de informações de projetos para licenciamento e outros processos de negócios.

Muitos governos estão implementando esses padrões para projetos adquiridos e um número crescente dessas entidades também exige que os dados BIM sejam integrados em seus sistemas de registro baseados em GIS, como adicionar modelos 3D de novos edifícios ao banco de dados de planejamento urbano 3D de toda a cidade.

No Brasil, o Governo Federal, ainda em 2018, lançou a Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling, instituindo um Comitê Gestor com a participação de vários ministérios (DECRETO Nº 9.983, DE 22 DE AGOSTO DE 2019), e em 2020, através do DECRETO Nº 10.306, de 02 de abril, estabeleceu a utilização do BIM na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizada pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal, no âmbito da Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling – Estratégia BIM.

O uso dos processos BIM (Building Information Modeling) será obrigatório para determinadas obras públicas a partir de 2021, tendo a evolução de outros marcos de ampliação da exigência até 2028, e a tendência é que sua aplicabilidade seja expandida para as esferas estaduais e municipais.

As tecnologias de integração GIS e BIM sofreram avanços recentemente, especialmente entre as ofertas de software da Esri e Autodesk (por exemplo, ArcGIS Pro, InfraWorks, Civil 3D e Revit).

Além disso, os avanços em armazenamento, o poder de computação e a distribuição de dados na Internet, permitem que a integração de GIS e BIM agregue valor à entrega, gerenciamento e operações de projetos para edifícios, infraestrutura e ambiente gerenciado circundante.

Certamente, a integração GIS e BIM não apenas permite que equipes de projeto e construção em governos e empresas usem os dados criados durante esses processos para uma ampla gama de atividades de operação e manutenção, mas também para trabalhar com mais eficiência, segurança, colaboração e comunicação no planejamento, projeto e gerenciamento de instalações, espaços e obras.


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