ArcGIS como solução para a organização da BDIT

Pedro Ivo Gouveia Vilas Boas

Gerente de Negócios - Imagem/ESRI

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Qual o objetivo da BDIT?

Com o intuito de garantir o funcionamento ininterrupto do Sistema Interligado Nacional (SIN) e de manter em conformidade cerca de 145 mil km de linhas de transmissão do Brasil, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), por meio da Resolução Normativa nº 861/2019, solicita a todas as transmissoras o envio de sua Base de Dados das Instalações de Transmissão de Energia Elétrica (BDIT), sendo os dados tanto de entidades geográficas, quanto não geográficas, os quais serão carregados em um sistema a ser disponibilizado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).

Qual o desafio das transmissoras para atenderem a normativa da BDIT?

Como o Brasil possui linhas de transmissão há mais de 70 anos, o grande desafio das transmissoras para atenderem a normativa da BDIT tem sido encontrar, separar, organizar, estruturar, modelar e validar seus dados conforme pede a resolução.

Nas transmissoras, os arquivos podem estar segregados em diferentes bancos de dados ou sistemas corporativos, de forma estruturada ou não estruturada e em diversos formatos como: planilhas, dwg, shp, kmz, pdf, ou até mesmo em papel.

É claro que, para as empresas que possuem linhas de transmissões mais novas, as chances são maiores de seus dados estarem organizados em seus respectivos ERP’s e banco de dados, porém, deixar esses dados preparados para realizar o upload no sistema do ONS pode ser uma árdua tarefa.

Como o ArcGIS e a Imagem resolverão sua demanda?

Por solicitar informações de entidades geográficas, a BDIT exige uma precisão cartográfica dos ativos das transmissoras, visto que estes dados serão submetidos à um específico validador geográfico do ONS.

Diante deste cenário, a plataforma ArcGIS se torna uma ferramenta fundamental na organização, estruturação e validação dos dados geográficos, sendo possível a criação de um banco de dados geográfico específico para BDIT, ou mesmo ser integrado a um banco de dados e/ou ERP’s preexistentes como um extrator de informações.

Outro ponto positivo é que o ArcGIS é uma ferramenta que facilita a conectividade de informações atribuídas às torres, vãos, subestações e seus derivados em um sistema geoespacial, conforme abaixo:

O ArcGIS é um software que analisa, visualiza dados e oferece um conjunto de funcionalidades baseadas em localização, sendo um instrumento preciso para proporcionar a organização, estruturação, modelação e validação dos dados geográficos e não geográficos, independentemente do formato que se encontram.

A Imagem, através da sua equipe técnica altamente qualificada, está pronta para dar todo o subsídio para as transmissoras até seus dados serem carregados no portal do ONS.

O que a ANEEL diz sobre geoespacialização e BDIT?

“A geoespacialização é a tecnologia que permite relacionar, em uma mesma base de dados, informações mapeadas sobre determinado objeto à sua localização geográfica. Incorporada às instalações de transmissão de energia elétrica, consiste na implantação e manutenção de uma base de dados contendo informações de cada ativo do sistema.

Com a norma será estabelecida a Base de Dados de Instalações de Transmissão – BDIT. Nela estarão concentradas as principais informações dos ativos vinculados ao serviço público de transmissão de energia elétrica, hoje dispersas por processos, superintendências da ANEEL e instituições.

Com isso, serão obtidos importantes ganhos de eficiência no uso dos recursos para coleta e uso destas informações, com impactos positivos inclusive para as próprias transmissoras. Também se espera a redução de desligamentos em linhas de transmissão por queimadas, fato já evidenciado pela fiscalização da ANEEL com o uso do Sistema de Gestão Especializada da Transmissão – GGT”. Veja a matéria completa clicando aqui!

Uma das maiores expectativas da ANEEL perante a BDIT é que o Brasil reduza a quantidade de apagões causados por queimadas. Sobre o assunto, o especialista da Imagem Rafael Casagrande, escreveu um excelente artigo sobre como o ArcGIS pode automatizar o confrontamento de ativos do setor elétrico, com ocorrências de focos de incêndio.

GIS para além da BDIT!

Sabemos que o assunto da BDIT é muito importante, mas o GIS não para por aí!

Investindo na plataforma ArcGIS, não será solucionado apenas a demanda da BDIT, a plataforma também possui um grande poder de engajamento colaborativo (campo/escritório) e corporativo (entre departamentos), que possibilita a coleta de dados de campo via aplicativos, análises de dados através de diversas camadas de mapas, relatórios e painéis situacionais, chegando ao ápice que é a geração de insights para tomada de decisão em tempo real para o seu negócio. Não é ótimo?

Com o uso do ArcGIS abre-se um leque de opções para atuar em múltiplas áreas das empresas de geração e transmissão de Energia Elétrica, como podemos ver abaixo:

– Operações & Manutenção:

Na área de O&M, o GIS pode ser implementado nas ações de campo em terra através de aplicativos como Collector, Survey123, Workforce e Field Maps e no ar através do aplicativo QuickCapture num voo de inspeção de helicóptero ou através do ArcGIS Drone2Map para inspeções com drone.

– Meio Ambiente e Fundiário:

No setor de Meio Ambiente e Fundiário, o GIS tem o poder de ser a interface para atividades de Gestão Ambiental, de Gestão de Riscos Ambientais, de Faixa de Servidão, de Queimadas e de Riscos Atmosféricos. Além disso, para questões Fundiárias, o GIS se aplica na Gestão Fundiária e nos Processos de Anuência.

Na figura abaixo, usando o exemplo de um reservatório, pode ser observado um painel de gestão ambiental e fundiário, onde através dos dados coletados em campo gerou-se uma base de dados geoespaciais no ArcGIS Online com informações em tempo real do status de cada propriedade e suas ocorrências, isso permitirá uma tomada de decisão mais assertiva e programar as próximas atividades com todos os dados sendo vistos em um painel gerencial.

– Regulatório:

Sobre o regulatório, além da BDIT, o ArcGIS pode apoiar em tarefas de Acompanhamento de Obras, Otimização de Fiscalização, Gestão Especializada da Transmissão (GGT) e Gestão de Risco. Assim, o status de cada atividade poderá ser acompanhada de forma preditiva e em tempo real, permitindo melhor planejamento de investimentos e de mão de obra.

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Excelente artigo, parabéns!

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